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Requiém de W.Amadeus Mozart.
Curtindo saudades, lembrando os amores mortos, celebrando os vividos, os não vividos. Ouvindo “O Réquiem”, De Wolfgang Amadeus Mozart.
O “Réquiem” é uma missa fúnebre, em Ré menor, do compositor Austríaco. Foi sua última composição, uma das melhores e mais Famosas de sua obra. Mozart não concluiu o Réquiem, quem concluiu. A composição foi seu amigo e aluno Franz Xaver Süßmayr. Há por trás desta composição uma historia de amor e de perda, ou talvez de vaidade. Ou, quem sabe, as duas. Conta-se Que Mozart foi procurado por um homem, no anonimato, que encomendou a obra, pagando parte do preço. Depois se soube que o sombrio personagem era o conde Franz Walsseg, cuja mulher havia morrido. Ele desejava a missa para o ritual fúnebre de sepultamento. Queria se manter no anonimato, porque pretendia dizer que o réquiem era de sua autoria, disseram as más línguas. Veja-se que já naquele tempo, autores, plagiadores e direitos autorais viviam à turras. Acontece que, neste ínterim, Mozart foi chamado a Praga para escrever a ópera “A Clemência de Tito”, para festejar a coroação de Leopoldo II. Entretanto, Mozart , que já não estava muito bem, obcecado com a idéia de morte, Desde o falecimento dopai, debilitado pela enfermidade, com uma aguçada sensibilidade voltada ao sobrenatural, decorrente do seu vínculo com a franco-maçonaria, Começo a pensar que a encomenda do “Réquiem” era coisa do destino, que aquela composição era para os ritos fúnebres de sua própria morte. Parte de seu pensamento se concretizou. Mozart morreu antes que o Réquiem estivesse terminado. Conseguiu terminar apenas três seções com o coro e composição completa: Intróito, Kyrie e Dies Irae. Do resto da seqüência deixou os trechos instrumentais, o coro, vozes solistas e o cifrado do contrabaixo e órgão incompletos, deixando anotações para seu amigo e discípulo Franz Xaver Süssmayer. Também havia indicações para o Domine Jesu e Agnus Dei. Não havia deixado nada escrito para o Sanctus nem para o Communio. Seu discípulo Süssmayer completou as partes em falta da composição, agregou música onde faltava e compôs completamente o Sanctus. A obra teve sua estréia em Viena, 2 de Janeiro de 1793, em um concerto em benefício da viúva de Mozart, Konstanze Weber. Foi interpretado novamente em 14 de Dezembro de 1793, durante uma missa para a esposa da Walsegg.
Com este requiém homenageio, hoje dias dos mortos, todos aqueles amigos que passarma, que os guardo no meu coração, como doces lembranças, tanto os virtuais, quanto os reais, verdadeiros presentes da vida... vida passageira... presentes.
I. Introitus
Requiem aeternam dona eis, Domine, Et lux perpetua luceat eis.
Te decet hymnus, Deus, in Sion, et tibi reddetur votum in Jerusalem: Exaudi orationem meam, ad te omnis caro veniet. Requiem aeternam dona eis, Domine, Et lux perpetua luceat eis. Repouso eterno dá-lhes, Senhor,
E luz perpétua os ilumine. Tu és digno de hinos, ó Deus, em Sião, e a ti rendemos homenagens em Jerusalém: Ouve a minha oração, diante de Ti toda carne comparecerá. Repouso eterno dá-lhes, Senhor, E luz perpétua os ilumine. II Kyrie Kyrie eleison. Christe eleison. Kyrie eleison. Senhor, tem piedade.
Cristo, tem piedade. Senhor, tem piedade. III. Sequentia 1 - Dies irae Dies irae, dies illa solvet saeclum in favilla
teste David cum Sibylla. Quantus tremor est futurus, Quando judex est venturus, Cuncta stricte discussurus.
Dia de ira, aquele dia no qual os séculos se desfarão em cinzas assim testificam Davi e Sibila. Quanto temor haverá então, Quando o Juiz vier, Para julgar com rigor todas as coisas. 2 - Tuba mirum Tuba mirum spargens sonum per sepulcra regionum,
coget omnes ante thronum.
A trombeta poderosa espalha seu som pela região dos sepulcros, para juntar a todos diante do trono. ----- Mors stupebit et natura cum resurget creatura, judicanti responsura. A morte e a natureza se espantarão
com as criaturas que ressurgem,
para responderem ao juízo. -----
Liber scriptus proferetur, in quo totum continetur,
unde mundus judicetur. Um livro será trazido, no qual tudo está contido, pelo qual o mundo será julgado. ----- Judex ergo cum sedebit, quidquid latet apparebit:
nil inultum remanebit. Logo que o juiz se assente, tudo o que está oculto, aparecerá: nada ficará impune. ----- Quid sum miser tunc dicturus? Quem patronum rogaturus,
cum vix justus sit seccurus? O que eu, miserável, poderei dizer? A que patrono recorrerei, quando apenas o justo estará seguro? 3 - Rex tremendae Rex tremendae majestatis,
qui salvandos salvas gratis,
salva me, fons pietatis. Ó Rei, de tremenda majestade, que ao salvar, salva gratuitamente, salva a mim, ó fonte de piedade. 4 - Recordare Recordare, Jesu pie, quod sum causa tuae viae, ne me perdas illa die. Lembra-te, ó Jesus piedoso,
que fui a causa de tua peregrinação, não me perca naquele dia. ----- Quaerens me, sedisti lassus redemisti crucem passus
tantus labor non sit cassus. Procurando-me, ficaste exausto
me redimiste morrendo na cruz que tanto trabalho não seja em vão. ----- Juste judex ultionis, donum fac remissionis
ante diem rationis Juiz de justo castigo, dai-me o dom da remissão diante do dia da razão ----- Ingemisco tamquam reus culpa rubet vultus meus
supplicanti parce, Deus.
Choro e gemo como um réu a culpa enrubesce meu semblante a este suplicante poupai, ó Deus. ----- Qui Mariam absolvisti, et latronem exaudisti
mihi quoque spem dedisti.
Tu, que absolveste a Maria, e ao ladrão ouviste a mim também deste esperança. ----- Preces meae non sunt dignae sed tu bonus fac benigne,
ne perenni cremer igne.
Minhas preces não são dignas sê bondoso e faça misericórdia, que eu não queime no fogo eterno. ----- Inter oves locum praesta et ab haedis me sequestra
statuens in parte dextra.
Dai-me lugar entre as ovelhas e afastai-me dos bodes que eu me assente à Tua direita. 5 - Confutatis Confutatis maledictis flammis acribus addictis
voca me cum benedictis.
Condenados os malditos e lançados às chamas devoradoras chama-me junto aos benditos. ----- Oro supplex et acclinis cor contritum quasi cinis
gere curam mei finis.
Oro, suplicante e prostrado o coração contrito, quase em cinzas tomai conta do meu fim. 6 - Lacrimosa Lacrimosa dies illa qua resurget ex favillaj
udicandus homo reus.
Dia de lágrimas será aquele no qual os ressurgidos das cinzas serão julgados como réus. ----- Huic ergo parce, Deus pie Jesu Domine
Dona eis requiem, Amen.
A este poupa, ó Deus piedoso Senhor Jesus Dá-lhes repouso. Amém. IV. Offertorium 1 - Domine Jesu Christe Domine Jesu Christe, Rex gloriae, libera animas omnium fidelium defunctorum
de poenis inferni et de profundo lacu: Libera eas de ore leonis, Ne absorbeat eas tatarus, ne cadant in obscurum:
Sed signifer sanctus Michael repraesentet eas in lucem sanctam:
Quam olim Abrahae promisiti et semini ejus. Senhor Jesus Cristo, Rei da Glória,
liberta as almas de todos os que morreram fiéis das penas do inferno e do lago profundo: Libertai-as da boca do leão Que não sejam absorvidas no inferno, nem caiam na escuridão: Mas que o santo arcanjo Miguel as introduza na luz santa: Conforme prometeste a Abraão e à sua descendência. 2 - Hostias Hostias et preces tibi, Domine, laudis offerimus: Tu suscipe pro animabus illis,
quarum hodie memoriam facimus:
Fac eas, Domine, de morte transire ad vitam.
Quam olim Abrahae promisisti et semini ejus. Sacrifícios e preces a Ti, Senhor, oferecemos com louvores: Recebe-os em favor daquelas almas, Das quais hoje nos lembramos: Fazei-as, Senhor, da morte passarem para a vida. Conforme prometeste a Abraão e à sua descendência. V. Sanctus Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus, Deus Sabaoth. Pleni sunt coeli et terra gloria tua.
Hosanna in excelsis. Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos Exércitos. Cheios estão os céus e a terra da Tua glória. Hosana nas alturas. VI. Benedictus Benedictus, qui venit in nomine Domini Hosanna in excelsis.
Bendito o que vem em nome do Senhor Hosana nas alturas. VII. Agnus Dei Agnus Dei, qui tollis peccata mundi: donna eis requiem. Agnus Dei, qui tollis peccata mundi: donna eis requiem sempiternam.
Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo: dai-lhes o repouso. Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo: dai-lhes o repouso eterno. VIII. Communio Lux aeterna luceat eis, Domine: Cum Sanctis tuis in aeternum: quia pius es.
Requiem aeternam dona eis, Domine: Et lux perpetua luceat eis.
Cum Sanctis tuis in aeternum: quia pius es.
Que a luz eterna os ilumine, Senhor:
Com os teus santos pela eternidade: pois és piedoso. Repouso eterno dá-lhes, Senhor: E que a luz perpétua os ilumine. Com os teus santos pela eternidade: pois és piedoso.
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