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Shamanismo Nórdico - Bersekers...   Lista de mensajes  
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SHAMANISMO NÓRDICO – BERSEKERGAR
(por Áistan Falkar)


Já há algum tempo, tem sido divulgado um corpo relativamente extenso
de ditos conhecimentos a respeito da tradição nórdica, de como ela
deveria ser, e de como deveria ter sido.

São muitos os sites e livros, elucidando todas as questões a
cerca de "...como deve ser uma Runa...", de quais eram os ritos da
época, de que apenas alguns poucos membros de tradições aesires ou
vanires, praticavam sacrifícios (por mais tolo que tais afirmações
pareçam, mas que são politicamente aceitas pela maioria massificada
da população, principalmente New Age).

Perguntamo-nos sempre quais são suas fontes para assim
procederem, ao que sempre nos apresentam o Runatal, e algumas
passagens das Sagas (principalmente a de Aegel Skallagrimmson).

Mas nos ocorre em dado momento, em nossas pesquisas movidas pela
aptidão ou curiosidade, de perguntar se realmente se dão conta do
que falam, os que assim procedem?

Notemos todos nós, que no próprio Runatal, é enunciado um corpo
de medidas claramente shamanicas, para desenvolver um drama extremo,
que leve ao conhecimento dos "...MISTÉRIOS..." (sim pois Runa, quer
dizer mistério0, e que logo em seguida Wotan descreve os poderes
(ligados a Batalha, proteção, cura ou sedução), que perfazem o corpo
de 17 RUNAS declaradas e 1 RUNA mantida em segredo.

Neste texto em nenhum momento é dado a entender, por exemplo, que
o caracter do Futhark THORN é a RUNA DE THUNNAR, mas é subentendido
por conta do próprio nome do caracter e do uso que ganhou no
decorrer do tempo, inclusive pelo uso da escrita.

É entendido de forma subliminar que foram traçadas Runas para as
castas de seres que habitam a Yggdrasil, e por força de uso de
símbolos gráficos para escrita, todos eles vinculados a placa de
Hällristningar, chamado muitas vezes de "...CONJUNTO RUNA...", e de
seu desenvolvimento mediante os tempos de migrações dos Gutium, no
decorrer de sua saída da suméria até o topo da região Setentrional
da Europa, gerando entre outras coisas os muitos tipos de tradições
aparentadas que existem até os dias de hoje.

Assim o Futhark foi entendido como as Runas, pelo uso implicado
no decorrer do tempo, tanto do nome de alguns de seus caracteres
ligados muitas vezes na verdade a vida social, relevo e dados
importantes do povo que os utilizava, mas não necessarimente sendo a
própria essência de siginificação do que a "...RUNA - MISTÉRIO...",
quer realmente dizer em si.

Se por exemplo prestarmos atenção na Saga do próprio Aegil
Skallagrimmson, para curar ou matar alguém, ele "...GRAVOU UM
ENCANTAMENTO, UM FEITIÇO...", usando o Futhark obviamente, mas não
exatamente gravando os Caracteres do Futhark, como sendo Estandartes
dos Deuses de uma forma específica.

Em sendo assim, fica a seguinte pergunta:

"...QUEM COMEÇOU A UTILIZAR O FUTHARK DA FORMA EM QUE
POPULARMENTE O ENCONTRAMOS?..."

A resposta para isso se encontra no revigoramento dos cultos
Setentrionais Europeus, durante os tempos anteriores a Segunda
Guerra Mundial, normalmente vinculado a atividade de uma organização
chamada Ahnenerbe, e bem como as atividades de um grupo de
ocultistas alemães e austríacos ligados a Guido Von List.

O ávido e compulsivo ato de reunir todos os detalhes a respeito
da Swástica e do que era determinado na época como Ários, levou a
Ahnenerbe a encontrar no Tibet os Bon Po, inclusive trazendo-os para
compor o grupo de treino e de afazeres dos que eram treinados no
castelo de Wewesburg.

Os Bon Po tem por hábito realizar uma Yoga dinâmica e de utilizar
as letras do alfabeto tibetano, para estimular o Tumoh (termo
tibetano para o que os Hindus chamam de Kundalini), assim como usar
o Sânscrito e o Tibetano e suas sílabas, para pratica de mantras,
curas e outros.

Por sua vez, a busca pelas raízes ancestrais tradicionais da
cultura germânica engendrada por Von List, acumularam a seu lado
tanto pessoas, como dados sobreviventes (muitas vezes culturais, e
mutias vezes incorretos), a cerca dos costumes Setentrionais e dos
hábitos religiosos existentes antes da presença dos monoteístas
naquela região.

Um certo livro entitulado "...GALDRABOK...", que depois foi a
base para o nascimento de um outro movimento ocultista chamado Chaos
Magick, não passou despercebido pela AHNENERBE.


(Hällristningar)

Por fim, o desejo TEOSÓFICO por centralizar todos os cultos
dentro do ponto de vista pré-existente a Segunda Guerra Mundial,
contudo encurralado pelos anseios teosóficos e iluminati,
engendraram então o nascimento das 18 RUNAS ARMANEN, e bem como a
prática do "...STADHAGALDAR...", uso de posturas corporais simulando
a forma dos caracteres do Futhark, mas que originalmente se baseava
apenas nas 18 Runas destiladas por Von List, para dar algum termo ou
ponto de ligação com o RUNATAL, assim como ocorreu a inspiração no
Galdrabok, para engendrar o CANTO DA SONORIDADE DOS CARACTERES, PARA
TECER ENCANTAMENTOS NO SENTIDO MAIS ÍNTIMO DO QUE OS BON PO FAZEM NO
TIBET!

Daquela época até nossos dias, os restantes outros 6 caracteres
do Elder Futhark foram adicionados ao uso do Galdhr e do
Stadhagaldar, que foram propostos por Von List com base nos dados
acima.


(GALDRABOK)

Devemos salientar que para efeito de divulgação, de entrosamento,
de favorescimento do conjunto social de um Clã ou grupo recente, ou
mesmo para dar corpo a união de todos os que participam da atração
pelo padrão Setentrional ou pelo padrão Germânico, o uso do Elder
Futhark desta forma é perfeitamente aceitável, e deve inclusive ser
reforçado, pois pode realmente dar transe ou mesmo servir de ponte
para contatos internos superiores.

Mas em momento algum devemos pensar em Shamanismo Nórdico,
vinculado a isso.

Há no Runatal uma idéia desenvolvida de forma indireta, de sempre
haver o elemento da BATALHA, coligado ao termo "...RUNA...", e mesmo
Skallagrimmson e seu Pai, praticavam a batalha, o encantamento, e
principalmente o Transe de Batalha, o BERSEKERGAR, e que a descrição
dos BERSEKERS realmente parece ser composta de todas as RUNAS
MENCIONADAS NO RUNATAL.

Textos como o Grimmnismal, sujerem-nos que há coisa que foram
propositadamente não mencionadas, no decorrer do tempo, a respeito
da tradição Shamanica original dos povos ligados a Aesires-Ansjus-
Asar.

Mas peguemos o Seidhr, que é tanto ligado aos Vanir quanto aos
Alf, e cuja raíz do nome liga-se aos Sdhee (deuses celtas), ao termo
Siddhi (poderes ou virtudes desenvolvidos pelos praticantes dentro
da tradição Hindu), ou ao termo Sith (que é a guarda que acompanha a
oferenda a ser feita), assim como aos termos siden e sidsa, que
sempre se referem aos Elfos ou Sdhee.

É dito que o Seid, ou Seidhr, faz a pessoa viajar pelos Mundos de
Yggdrasil, indo além dos limites propostos pelo corpo físico,
viajando na forma de um FALCÃO (forma animal ligada a Freija, a
Deusa da guerra, sexualidade e magia dos Vanires, cujo nome assim
como o da Hera dos helenicos, quer dizer SENHORA).

É usada uma capa de plumas pela Shaman, e muitas vezes são
citadas necessidades de estimular sexualmente o transe. Estes dados
inclusive nos levam diretamente a uma organização matriarcal dos
povos aparentados com os celtas locais, que entraram em choque com
as Migrações Gutium que chegaram até a região, fato que gerou a
absorção dos hábitos de culto Vanires entre os povos depois
identificados como sendo Nórdicos, e aparecimento dos Druídas entre
os povos celtas.


O transe ligado aos Ansjus-Asar, normalmente é um transe de
Batalha, mas nor perguntamos se ele pode ser usado para as projeções
pelos mundos, ou procura por meios de cura de alguém entrando em
contato com forças, espiritos, deuses, e outros.

Seria isso também possível?

A resposta a esta pergunta somente pode ser sim!

Sabemos que as acima citadas Migrações Gutium, migrações de povos
que chegaram a dominar e alterar a estrutura social, religiosa e
hierarquica, de todos os locais por onde passaram, geraram as muitas
tradições irmanadas que existem até os dias de hoje. Podemos por
exemplo citar que as antigas tradições possuíam todas elas uma
Árvore da Vida (Celbona Maia, Yggdrasil e Eomersyl Nórdica, Halupu
Suméria, Austra Kokis Eslava, Olmo dos Bon Po), estavam conectadas
por muitos símbolos como é o caso da Swástica (chamada de Yung Drung
pelos Bon Po) e presente entre Hopis, Navajos, Egípcios e Hicsos,
Celtas, Hindus, Helenicos, Chineses, Tibetanos, etc, etc, etc. E que
a estrutura de formação dos mundos internos a essa Árvore da Vida,
via de regra é sempre a mesma, tendo um conjunto de deuses
extremamente parecidos e uma cosmogonia incrivelmente similar, em
que o caso de Maias, Aztecas, Incas, Hopis, Navajos; está
intimamente associado com a presença de traços da cultura Fenícia no
continente chamado atualmente de Americano, e que os fenícios foram
fortemente influenciados por egípcios, e mais intensamente pelos
Guts-Gutium, em migração, inclusive a presença de nomes de raiz ária
entre os Reis Fenícios é um ponto a ser levado em conta sobre isso.

Encontramos o mesmo estilo e sistema Shamanico dentro da cultura
Hopi e Navaja, apenas com algumas roupagens externas descrevendo o
relevo e diferenças aparentes locais, mas contendo a semente de usos
similares com detalhes sobre Seidhr e Bersekergar.

Por exemplo, entre os Navajos encontramos o limikkin, também
chamado de Skinwalker, que é um termo para o Shaman que sofre a
transformação em animal, para realizar a projeção pelos mundos da
cosmogonia Navaja, ou mesmo, para a Batalha que esteja por vir.

Entre os Celtas, existe a descrição clara do BERSEKERGAR sendo
usado pelo herói lendário Cúchulainn, cuja história foi aproveitada
depois para as lendas Arturianas, inclusive as Centenas de Homens
que matou quando entrou em frenesi de batalha.

Entre os Eslavos, povo fonte para a lenda do LOBISOMEM-WEREWOLF
que tem chegado até os dias atuais via filmes ou livros, o Shaman
que pode se transformar em Lobo ou Urso é chamado de VRIKOLAKA.

Há outros termos de acordo com a região, sempre guardando
vínculos tradicionais pela raiz etimológica, ligados não somente a
região Eslava, e sim a porção Oeste da Europa, como por exemplo:
Bulgaria (varkolak, vulkodlak), República Czech (vlkodlak), Servia
(vukodlak), Russia (oboroten' , vurdalak), Ucrania (vovkulak
(a),vovkun,pereverten' ), Polônia (wilkolak), Romenia (vârcolac),
Inglaterra (werwolf), Irlanda (faoladh or conriocht), Alemanha
(Werwolf), Dinamarca e Suécia (Varulv).

Devemos estar também alertas que outro nome para descrever aos
usuários de Bersekaergar, é Ulfheadnar - (Cabeça de Lobo).

No transe Berseker, é dito que o "...ESPÍRITO POSSÚI O
GUERREIRO...", ou de outra forma, que a "...FYLGJA..." (animal
espiritual ligado ao guerreiro), se funde a "...HAME..." (Conjunto
dos corpos sutis de alguém) da pessoa em questão, gerando o
termo "...HAMYGJA...", fato que se define pela fusão mística entre
a "...SOMBRA QUE O SEGUE...", o animal de poder, com o Guerreiro,
gerando uma única coisa, totalmente diferente das partes separadas.

CADA UM E TODOS OS SENTIDOS DO BERSEKER são ativados a níveis
considerados insanos pelos leigos, e o fogo queima-lhes de dentro
para fora, o Sopro de WOTAN, o Sopro do Furioso, pulsa
implacavelmente em cada gota de sangue, em cada célula do corpo, em
cada parte por mais ínfima que seja, e os pensamentos já não são
preenchidos pelas dúvidas do cotidiano, o Ulfheadnar ali presente
não está mais operando com o chamado eterno conflito entre sua área
racional e esquerda cerebral, e a área emocional e artistica direita
encefálica, pois o conflito foi resolvido pela predominância da ÁREA
REPITILIANA DO CÉREBRO.

Esta área controla a sexualidade, a fúria, a auto proteção, e os
picos de genialidade que aparecem durante a vida, quando a eterna
batalha dos hemisférios cerebrais cessa.

A título de referência citamos que os Hindus chamam esta área de
sagrada morada de Sahashara no corpo humano, e as raízes mais
antigas de culto Hindus, determinam a União de Kali e Shankara
justamente neste ponto.

Se o Êxtase de Batalha for dominado e usado de forma paulatina, o
mesmo pode desenvolver tanto uma excelente forma de vitalizar o
corpo, como também dar o controle para projeção pelos mundos de
Yggdrasil, assim como usar o Transe e a Fylgja para realizar
contatos e resolver problemas que sejam de origem não física. No
entanto, dominar a Fúria que fez sua fama e nome nos dias atuais,
como a transformação em um WEREWOLF, é uma coisa muitas vezes
determinada como sendo extremamente difícil, e inclusive devemos nos
lembrar que os Bersekers ficavam tão exaustos após as batalhas que
dormiam dias inteiros, e ao se recobrarem, realmente possuíam uma
fome animalesca, gerada pela necessidade do organismo de se refazer
após o Êxtase de Batalha.

E agora entraremos em um ponto que definirá lágrimas de ódio em
muitos!

Todas as pessoas podem praticar o SHAMANISMO NÓRDICO, A TRADIÇÃO
SHAMANICA NÓRDICA PROPRIAMENTE DITA?

NÃO!

É mais do que claro que poucos podem suportar o desencadeamente
de forças do BERSEKERGAR, e isso porque poucos realmente estão
ligados a um outro traço de conhecimento real, que está contido
dentro da Edda, e bem como dos outros textos, anteriormente tradição
oral, que puderam sobreviver a inveja monoteísta.

E sobre qual traço de conhecimento estamos falando?

Estamos falando sobre este:

"...WOTAN, HOENIR E LODUR encontraram duas Árvores com formato
similar ao deles mesmos. Tiveram então os Ansjus a idéia de
engendrar algo ali. Hoenir então deu as duas árvores OS 5 SENTIDOS!
Lodur deu-lhes O CALOR! Wotan soprou-lhes A VIDA. E assim o primeiro
casal humano nasceu!...".

Esta pequena parte, nos dita de forma simbólica que sem os Asar
acima citados, a vida humana é VEGETATIVA! Ou que sem o sopro de
vida de Wotan, mesmo que tenham sentidos e calor em seus corpos,
vivem mesmísses eternas em suas pequenas e fúteis vidas, todos os
que se supõe serem humanos.

E se pensarmos em como ocorre o Transe de Batalha, pela presença
do Sopro do Furioso Senhor da Caçada Selvagem, podemos então
averiguar que não é possível que este sistema mágico, esta herança
natural Setentrional e Germânica, seja praticado por quem não tem o
Sopro contido dentro de sí. E isso porque "...Odhr ou Wut...", é o
termo que define a palavra ESPÍRITO assim como é o mesmo termo para
a palavra FÚRIA, e que é a raíz para a geração da HAMYGJA VIA O
TRANSE.

Mas o transe em si não ocorre com ninguém, salvo com os que são
determinados como sendo "...eleitos de Wotan...", ou seja, os que
podem suportar o BERSEKERGAR, e atuar sem se desviar via o código de
ética das Nove Virtudes, não porque o Bersekergar o leve a prática
do Código (aliás é bem o contrário que esta Fome e Fúria acabam
tendendo a levar a pessoa), mas sim que se a pessoa resistir e se
mantiver Honradamente dentro do Código, pode então se dizer um
Guerreiro, pois não há espaço para PREDADORES INFERIORES EM MEIO A
UMA ALCATÉIA SUPERIOR.

O fogo de LODUR seria encarado como os efeitos de Kundalini ou
Tumoh, por praticantes de outras tradições, e eles diriam que este
fogo pode dar vida, mas pode destruir a pessoa estimulando centros
vitais de forma desequilibrada para qualquer um que não seja
disciplinado ou que tenha deformidades em sua psiquê.

Uma prova disto é a conhecida fúria maníaca dos psicóticos, que
parecem desenvolver uma força sobre humana, ou mesmo alguns casos de
mulheres que conseguem retirar os filhos das ferragens de carros,
logo após acidentes, erguendo muitas vezes o próprio peso, ou casos
onde ocorrem proezas físicas desta mesma magnitude, e que parecem
ser impossíveis.

Podemos perceber que ocorrem nos casos acima descritos, os
conhecido esgotamento que acomete um Ulfheadnar, após ter usado por
muito tempo o transe Bersekergar. Mas o desequilíbrio mental ou a
presença de um elemento externo ao cotidiano da pessoa, que acarreta
uma necessidade extrema conduzida por estresse exagerado, destróem a
psiquê da pessoa em questão, não restando nada do que um acumulado
de neurônios despedaçados, após o episódio de "...semi-
bersekergar..." ocorrer.

Isso ocorre pelo simples fato de que a pessoa não se enquadra
dentro dos requesitos necessário para o desenvolvimento desta
modalidade shamanica.

Essa pessoa ou é extremamente apática, ou apenas um amontoado de
desejos e impulsos descontrolados, ela é um animal entrópico ou
apenas um vegetal.

A presença da natureza de Hoenir (como os sentidos ampliados), de
Lodur (como o fogo consumidor e vivificante), ou de Wotan (como
espírito, sopro ou fúria), simplesmente são nefastas a própria
pessoa.

Os que não são de nós devem manter-se afastados de nossos
tesouros, pois o risco para os mesmos é grande e vai além de meras
tolices "...pseudo-ocultistas...", ditas como sendo maldições
karmicas avioletadas ou monoteístas.

Agora, entendendo isto podemos com certeza dizer que o Espírito
Escolhe os Seus, ou de outra forma, que somente aqueles que tem no
sangue a nobreza antiga do passado, podem envergar o gládio terrível
de sua herança, como predadores que são.

Façamos então um pequeno esforço, e procuremos nos ater aos
detalhes a respeito das muitas citações entrelaçadas, sobre o que
são as características que um Shaman deve demonstrar ser possuidor.

Uma Shaman ou um Shaman, devem ser capazes de ver os espíritos
(por assim dizer), devem poder se deslocar a seu mundo e provocar
dali, alterações no mundo dos humanos ou mesmo nos próprios mundos
sutis.

Devem os mesmos demonstrar sem sombra de dúvidas que possúem
qualidades e potências que ultrapassem as mesmísses medíocres
humanas.

Entre os Hindus, por exemplo, usa-se o Termo Siddhi (virtude ou
poder) para aludir a essas qualidades e potências, e este termo está
etimologicamente conectado com os termos Sdhee, com a palavra para o
Shamanismo Vanir e Alf Seidhr-Seid, com o termo Sith, a guarda da
oferenda, exatamente como os detalhes elencados acima. O que nos
leva a um caminho ancestral onde uma certa gama de qualidades foram
usadas por um grupo de pessoas, e os termos similares que são
comprovações dos pontos de vínculo e irmanação de um passado
longínquo, sobreviveram para dar seu testemunho e servir de base
para comparação nos dias de hoje.

Sempre que um yogue ou monge usam-se do fogo vital, eles o fazem
subir por centros no corpo humano conectdos com os corpos sutis, de
tal forma esse fogo que SEMPRE É ALIMENTADO PELO SOPRO OU ALENTO
ESPIRITUAL, desenvolve nos pontos ligados a esse cruzamento vital do
corpo físico com os sutís, um poder ou SIDDHI (o que nos leva a
pensar no motivo de uso do termo Sdhee para os deuses celtas).

Notemos que curiosamente cada um dos 7 pontos vitais mais
conhecidos, se conectam com um dos 5 sentidos e com 2 qualidades
superiores (o fogo vital e o ponto trancendente).

Se observarmos lentamente o transe Berseker, veremos que os
sentidos se ultra alimentam na mesma vazão que a Fylgja se funde com
a Hame, e a circulação sanguínea simplesmente se comporta como um
rio de lava jorrando pelas veias, ao mesmo tempo que o mundo sutill
inteiramente se torna conhecido ao Ulfheadnar (na proporção do que
ele pode aguentar do transe Berseker).

Hoenir reina então sobre todas as "...virtudes..." em ação sobre
os 5 sentidos!

Lodur é o próprio fogo que está em atividade absoluta em nosso
sangue, e NOS NOSSOS GÂNGLIOS NERVOSOS, causando as chamadas
CONTRAÇÕES MUSCULARES QUE SÃO EXTREMAMENTE COMUNS EM MEIO AO
PROCESSO DO BERSEKERGAR.

Wotan reina sobre o sopro que alimenta a vida no corpo, e que nos
processos de transe vem a ser a própria fúria de que o Transe é
Feito, o momento de fusão com a Fylgja em sí.

Desta forma, vem a serem silenciados todos os tolos que afirmam
que não há técnica em meio ao caminho Germânico ou Nórdico.

No entanto, dá mesma forma que há avisos sobre os horrores do
despertar do Tumoh, e as dores e o queimar constante pelo corpo, o
mesmo se passa com Shamans em Bersekergar. Seus corpos são
arrebentados quando a Fúria se pronuncia, e o domínio para o uso
desta técnica somente se processa pela vontade do praticante, e não
há espaço para fracassos em meio a isso.

Desta forma, podemos passar desenvolver algumas pequenas citações
sobre o Bersekergar.

A idéia é se acostumar ao mesmo, de tal forma que se possa fazer
uso "..CONSCIENTE DELE...", sempre que realmente se precise do
mesmo, e que se possa fazer uso do transe para todas as necessidades
magicas possíveis.


(BERSEKER)

Agora falemos a respeito da subdivisão de corpos sutis dentro do
Shamanismo, especialmente o nórdico!

Dentro do Shamanismo Nórdico, o termo alma recebe o nome de
Hame, e o que se chama de corpo etérico ou que vem a geral o cordão
de prata durante a projeção astral, vem a se chamar de Athem.

A vida em si mesma é chamada de Fjor, e o seu tempo de duração
bem como a qualidade da mesma em quanto o corpo vive, é chamada de
Asdr ( o Asdr pode ser encurtado pelas Idisir-Walkurjas segundo a
falta de Honra da pessoa).

Durante o período da morte o Athem deve se dissolver, se isto não
vem a ocorrer ocorre um fenômeno curioso que é muito conhecido em
várias partes do mundo, e que vem a ser conhecido na África como o
fenômeno do Zumbi. E bem como o mesmo efeito dos cadáveres muito bem
conservados, ou mesmo com mínima ou nenhuma forma de decomposição
que são encontrados em todos os países, inclusive no Brasil, nos
tempos anteriores a comida cheia de conservantes que hoje em dia
consumimos.

Nas sagas e nos relatos dos povos do norte, este "morto vivo" é
chamado de DRAUKAR, e muitas vezes é subtendido como o conceito do
vampiro, pois era deixado sempre comida para o morto em seu túmulo,
para evitar que o Draukar esfomeado ataca-se alguém que viesse a
passar por sua frente, ou por vezes os próprios familiares. Isto
explica o esmero em cremar os cadáveres.

A Hame é o corpo de Luz, ou corpo Astral que pode se projetar
durante o sono, ou nas técnicas de Shineluk, projeção astral ou
visão a distância efetuada pelo corpo de luz.

Aquilo que se define como a psique inteira, e que subsiste dentro
do Hame, é chamada de FERTH.

Dentro do Ferth, encontramos uma divisão peculiar de corpos,
especializados em suas múltiplas funções.

Temos A Memória, o Intelecto e as Emoções.

A Memória divide-se em Gemynd (que apresenta o total de
aprendizado e memórias da própria pessoa, em meio a esta vida), e o
Orthanc (que vincula-se ao Orlog - causa e efeito - dos
antepassados, das outras vidas da pessoa, e a sua natureza ancestral
e divina, servindo de meio de acesso para o desenvolvimento do
praticante).

O Intelecto divide-se em Angit (que são os 5 sentidos, e tudo que
é coletado por eles), o Sefa ( que compara automaticamente tudo que
o Angit coleciona, e gera termos de questionamento sobre os mesmos),
e Inteligência propriamente dita que trabalha com tudo que é
absorvido e comparado por Angit e Sefa, dando uso para ambos.

As Emoções, os impulsos, estão sob o controle de MOD, ou MODR
(Força), como a própria raiz da palavra emoção expressa, são os
motivadores de ação dentro da psique. Contudo sempre que o MODR,
através da prática vem a se vincular as virtudes, ele passa a ser
uma Forças propriamente dita, na legítima concepção da palavra. Pois
gera a expressão plena de tudo que pode ser feito, criado e
destruído pelo praticante. Isto pode ser entendido se pensarmos que
Mod que rege as emoções, como o núcleo de tudo que elas são,
converte-se em poder através das nove virtudes, uma vez que cada uma
delas tem uma tônica de vibrações específicas, que ao se fixarem no
núcleo emocional que é o Mod, fazem com que o mesmo torne-se um
emissor desta mesma tônica de vibrações. E de acordo com o estilo do
praticante, e bem como do Deus ou Deusa adorados, ocorre uma
diferenciação na "gama" vibracional , em outras palavras a Força,
ou, Forma modificam-se.

Mod torna-se um agente de poder do Shaman..
Acima de Mod, temos a ação direta de cargas de poder e vitalidade.
Aqui o que se chama de Hidromel dos Sábios, o Mead dos Sábios tem
sua atuação.

Se Mod, atua sobre a transformação de emoções em poder, a fonte
da inspiração que atua diretamente no Inconsciente Superior do Ser é
o OD.

O OD é a fonte do Êxtase de Batalha do Berseker, e bem como a
fonte da Loucura Criativa do Cientista e do Poéta.

OD é um dos 3 presentes que os Aesires primordiais deram a
humanidade. É dito que :

"...Hoenir, Lodur e Wotan encontraram 2 Árvores com feições
Humanas, e decidiram dar as mesmas vida. Chamaram aquela que possuía
feições de um Homem de Ask, e aquela com feições de Mulher de Embla.
Hoenir deu-lhes os Sentidos, Lodur deu-lhes a Mente e Wotan deu-lhes
o Espírito, A Vida, ODR...".

Em outras fontes, Wotan deu aos seres humanos o Ond, a respiração
da vida, Lodur deu-lhes o Odr e Hoeniri deu-lhes os Sentidos.
Agora retornando ao efeito produzido pelo Odr no ser, teremos que
abordar um dos efeitos dentro do Troth, que se refere diretamente
aos êxtases de batalha dos Bersekers.

Para fazer isto temos que abordar outro fator que reside dentro
da Hame, a Fylgja.

A Fylgja é uma contra parte do ser como uma "sombra que o segue".
Ela pode Ter a forma de um ser humano do sexo oposto ao da pessoa,
ou como é mais comum Ter a forma de um animal. Todas as experiência
que citam o animal de poder dentro do Shamanismo, referem-se a
Fylgja.

Ela é vinculada ao ser por meio do Orthanc, através do Orlog
pessoal. E em resumo ela é a Parte ancestral da Pessoa, inalterada
que sobrevém com seu conteúdo inalterado pela mente racional, ou
pelos impulsos do ser humano, e é através dela que o ser humano pode
adentrar em Aesgard, na morada divina que é afim com o praticante de
acordo com sua essência, ou que o leva para o Hel ( no caso dele ser
uma pessoa não praticante, desta ou de alguma outra religião) para
uma das 9 casas de placidez do Hell. Ou no caso de assassinos,
estupradores, criminosos, e etc, diretamente para Nastrond, onde o
Veneno de Nephel os dissolve continuamente.

Quando o Praticante invoca o Odr, suas cargas de vitalidade
fundem a Fylgja, ou se preferir a "...Ygja..." com a Hame, e geram a
HAMIGJA. Que é descrita como a força destinada, em resumo é a forma
astral do praticante com sua potência totalmente ativa, e que pode
vir a diminuir segundo os atos de idiotice, bem como o distanciar-se
das 9 virtudes. A Hamigja pode ser usada para influenciar outras
pessoas, ou todo um clã, e pode ser "emprestada" (ou seja a pessoa
vem a ser possuída pela Hamigja de outra).

É a Fygja que leva a pessoa para Aesgard na verdade, ocorre que
este processo foi popularmente atribuído as Walquírias.

O papel das Ídisir, é o mesmo que o das Nornes, elas cuidam do
destino de um Clã, vinculando-se ao chefe do mesmo, por exemplo, ou
realizam funções específicas, ou vem a determinar a sorte, e a vida,
o triunfo ou fracasso em batalha de um guerreiro. Encurtar ou
Ampliar a vida de alguém, de acordo com sua honra ou a falta dela).

O Berseker, quando entra no estado de Bersekegar, ao Invocar o
Odr, funde-se a seu animal de poder, sua Fylgja. Assim ele assume
sua MODR, sua forma de expressão de força, que neste caso tem um
nome e atribuição específicas, que é o Bersekegar já citado.
O processo é similar com outros praticantes de outras divindades,
apenas que este virão a receber um termo vinculado a natureza de seu
Deus ou Deusa específico. Por Exemplo: " Quando Thorr foi para a
batalha do Ragnarock( que não é universalmente aceito nas tradições
shamanicas nórdicas, sendo apenas algo pertencente a algumas
regiões), é citado que ele assumiu sua forma e força divina, seu
Asmodr ( de As= Aesir; Modr=Força)".

O Praticante que tem por animal de poder um felino maior, ou
um gato, pode muito bem estar vinculado a Freija. Sua Hamigja terá a
Modr adequada a está fusão.

Para dar alguma idéia sobre o transe em sí e bem como tanto
experimentá-lo, quanto fazer uso do mesmo, vamos então abordar agora
uma sugestão simples e útil para a prática.

Sugerimos preliminarmente o uso do som de um tambor, que ao ser
tocado continuamente possa levar a fusão de percepção do coração
batendo em sincronia com o tocar do tambor. Isso deverá ser o
suficiente para levar aos sentidos a se voltarem para dentro.

O praticante deve então levar sua atenção completa e sem nenhum
desvio para os seus sentidos, começando pelo tato. Devendo sentir
cada centímetro de sua pele sendo vitalizada pela sua respeiração e
pelo rítimo de calor e batimento de seu coração.

Deve em seguida prestar completa atenção em seu paladar, e deixar
sua mente se fixar nele e nos pontos de seu corpo que lhe sugerem
líquidos, fluindo no mesmo rítimo do batimento cardíaco, com o
sangue acelerado em suas veias.

A seguir deve ele sentir seu olfato, os odores de tudo a sua
volta, os odores do começo do dia até aquele momento, devem ser ao
máximo lembrados.

Deve em seguida procurar deixar sua visão fixa em um só ponto, e
da atenção gerada procurar não prestar atenção ao que vê, mas a
sensação de concentração em sí.

E por fim deve concentrar-se no que ouve, até o ponto de
conseguir isalar-se como se estivesse em local completamente
silencioso.

Durante todo o processo deve ele invocar Hoenir em sua mente,
sentindo como que se o mesmo fluísse para si pelos poros da pele, e
por cada um dos veículos de cada um dos sentidos, quer seja a pele,
quer seja o naríz, quer seja a visão, quer sejam os olvidos, quer
seja a boca.

Deve em seguida concetrar-se no violento calor que estará se
abatendo sobre seu corpo, provavelmente transpirado, e sentir o fogo
de Lodur em seu Sangue e em seus Nervos, e procurar invocar a Lodur,
durante os batimentos cardíacos e durante o processo de respiração,
similarmente ao que fez enquanto lidava com seus 5 sentidos.

Por fim, deve ele invoar a Fúria e o Espírito, no próprio sopro
vital que dá vida e potência a seus atos, e que é a marca de sua
Estirpe.

Aqui devemos salientar o que estará ocorrendo neste momento.
Durante toda a vida de uma pessoa, todos os seus atos e cada
passo dado por esta pessoa passa pelo incessante choque entre sua
Racionalidade e sua intuição e Emotividade.

Este choque é a essência de todos os problemas psicológicos, e
bem como de todas as formas de somatizações de doenças que residem
dentro de alguém.

Quando o choque é cessado, quer seja por estresse, quer seja por
uma situação incomum, ou mesmo pela interiorização de alguém a
respeito de algo, a região da mente que está além da tola oposição
dos hemisférios cerebrais, exercer controle sobre toda a mente e
produz os picos de genialidade, de criatividade, de força e fúria,
assim como os fenômenos que Jung tipificou
como "...SINCRONICIDADES...".

A área repitiliana abarca as Amígdalas Cerebrais, a GLÂNDULA
PINEAL, e o Núcleo Cerebral, e ela interage como gatilho de reação
para todas as outras 7 formas de inteligência, além da inteligência
racional.

Essa área domina a fúria e a autoproteção, bem como o desejo
sexual e a criatividade dos genios.

Para outras tradições essa área é o sagrado centro maior do ser
humano, e é o ponto mais divino que se pode alcançar no corpo.

De certa forma, o mesmo se dá durante o Transe Berseker, pois
quando o "...Odhr ou Wut...", consegue chegar plenamente aqui,
ocorrem tanto a Fúria Berseker quanto a geração de poemas de beleza
inatingível, ou criação de jóias jamais pensadas, ou encantamentos
poderozíssimos, nascidos da nobreza Skhald propriamente dita, e aqui
se dá a plenitude de capacitação de uso da fusão de Fylgja com Hame,
a Hamygja, para proceder a viagem pelos mundos, o contato com seres
diversos, a externalização de "...ODHR..." no caso incitar cura, os
feitiços destrutivos, ou mesmo UM BLOT DEVIDAMENTE EXECUTADO ONDE
OCORRE REALMENTE CONTATO COM AS FORÇAS NA LÍNGUA QUE ESSA FORÇAS
REALMENTE FALAM, em outras palavras, O PODER EM SI!

Se o praticante puder resistir e sutilizar todos os usos (que são
inúmeros na verade) e dominar-se, poderá realmente começar a trilhar
o caminho que o leva a ser um Berseker e um Shaman.

Se puder usar o Bersekergar para um BLOT, poderá então
desencadear tanto destruição quanto beleza, sem que sejam
necessários jogos de palavras ou Hipérboles.

Lembrando que oferendas não tem que necessariamente ser efetuadas
sob o Transe, mas que em dadas ocasiões, o mesmo será totalmente
necessário. E mais, que tanto os Blots quanto os usos e costumes,
assumiram outro espectro dentro dos Atos do Shaman, de tal forma que
banalidades serão vistas como ofensas, e deformações nascidas de
costumes massificados ou mesmo da falta de vontade de se praticar,
ou da psiquê não pertencente aos que são de nós, poderão desencadear
a Fúria Berseker de forma imediata.

Isto quer dizer que a vida de um Ulfheadnar ganha sentido,
tecnica, direção e objetivo!

Mas isso também quer dizer que ele deve se esmerar para agir
voluntariamente dentro das 9 virtudes, como uma rota de domínio de
si, e também que sua guarda deve estar sempre erguida para não se
deixar levar pelo Fogo, Sentidos e Fúria, mas deve empunha-los pela
sua vontade.

Dito de outro forma: "...Força não é emanar poder para todos os
lados! Força é fazer o que deve ser feito, quando deve ser feito e
da forma que deve ser feito! Doa a quem doer...".

Por fim, devemos abordar um aspécto mais sombrio sob certo
aspécto, e no entanto muito esclarecedor a respeito do Culto
Shamanico Berseker.

Sabemos que havíam grupos Bersekers e Ulfheadnars, assim como
Clãs ligados a javalis (um pouco mais raros, e de vínculo claramente
Celtico e Vanir ou Sdhee), exatamente como explicitado acima e com
todos os detalhes etimológicos e tradicionais, como foram descritos
anteriormente, e que a Koloverat-YungDrung-Swástica, assim como os
Limmikim-Vrikolakas-Ulfhednars, existiram em todo mundo e com
caracteríticas extremamente similares.

Sabemos que estes cultos de prática Shamanica, Medicinal, por
vezes Meditativa e principalmente de Batalha, estavam vinculadas ao
sangue e as oferendas originalmente eram sempre a Vida, Sangue e
Carne dos inimigos caídos, e que no geral quando o Shaman caia em
batalha, ele passava a habitar os reinos onde residiam os poderes
aos quais o Transe se Direcionava.

Se nos atermos apenas aos textos que puderam sobreviver ao
estupro mundial praticado pelo monoteísmo, nos depararemos com
alguns avisos e bem como com rotas a serem usadas.

É dito que um Jharl (das 3 castas, a mais alta), ao morrer em
combate seria levado para Aesgard, para habitar o Folkvangar de
Freija ou o Wolhall de Wotan, e que em alguns casos de acordo com a
região o adorador viria a habitar junto com a Deusa ou Deus adorado,
após a morte e de acordo com seu Orlog (podendo ir para as mansões
de descanso ou punição de Hella também, ou pior, para o NASTROND dos
desonrados).

No entanto também nos fazem saber que especificamente os Jahrls
poderíam ser escolhidos pelas Walkurjas para habitar a Mansão de
Freija ou a Mansão de Wotan, e alí seríam chamados de Einjharls (os
guerreiros escolhidos), que batalhavam insesantemente durante o dia,
e se mutilavam constantemente nestas batalhas, mas que ao anoitecer
as Walkurjas os curavam e então lhes oferecíam um banquete com as
mais deliciosa das carnes, a carne de um Javali que se regeneraria
constantemente, em que isto também ocorria na tradição Celtica
dentro do Annowin (abismo e mundo dos mortos e dos deuses celticos),
na capital do Annowin o Gwennwed (mundo branco) de Mannawidan e Gwen
Ap Nwed.

Ocorre que no GRIMMNISMAL, é feito um alerta pelo próprio Wotan,
sobre este pequeno detalhe: "...Poucos sabem que a deliciosa carne
degustada e devorada em Wolhall, é a própria carne dos Einjharls..."!

Associando isto ao fato de que as geradoras de contendas,
IDISIRES ou WALKURJAS, das quais FREIJA é chamada de VANADIS, por
ser a Vanir Idisir e líder das Walkurjas, são aquelas que buscam os
Einjhars em meio as batalhas que elas próprias desencadeiam, sob
orientação de Wotan ou de Freija, e muitas vezes segundo o Wyrd-
Orlog, envolvido na questão.

E graças as pesquisas e esforços de Adeltrud e Lial, que este
traço da cultura Aesir e Vanir, vincula-se com outros cultos como o
de Dionísio, que era constantemente DEVORADO VIVO, na forma de uma
Cabra Negra, e que o mesmo constantemente se regenerava após ser
devorado pelas MULHERES QUE O SEGUÍAM.

Encontramos dois pontos principais de vínculo explicativo das
partes menos comentadas da Tradição Shamanica Berseker, uma vez que
as Seidhkhonas frequentemente íam para a batalha, e ali sacrificavam
por decapitação alguém que houvesse sido escolhido para tanto,
derramando em um caldeirão o sangue. Isto é algo que tem ligação
direta com o culto ao Rei que era Sacrificado para dar vida a terra
a cada 7 anos, mas que no passado mais antigo, era sacrificado a
cada Lunação, fato este que deu orígem ao vínculo dos Werewolves com
a Lua Cheia (embora que muito provavelmente a Lua correta para isso
seria com certeza a Lua Nova).

Os Lobos Gary e Frek, que devoram todas as oferendas feitas a
Wotan, porque ele mesmo somente se alimenta do Mead dos Sábios, o
Hidromel feito do SANGUE do Sábio Deus KVASIR, simplesmente são
representantes dos BERSEKERS e ULFHEADNARS, que em transe eliminam
os inimigos em seu caminho, oferencendo a vida, sangue e corpo dos
mesmos, a Wotan, em que as Causadoras de Guerras, IDISIRES, vem para
recolher a vitalidade gerada pela batalha (sendo que este fato é
identico ao comportamento das 3 Ayes do culto Africano ao deus do
destino Yfa).

Deduz-se disto que somente os Bersekers e seus análogos em outras
tradições, verdadeiramente participam do Banquete Divino, e não são
devorados pela ação dos Deuses da Morte ou suas(seus) Emissárias(os).

Somente há respeito pelos fortes na Tradição Shamanica Berseker
e, em resumo, os que não podem entrar no êxtase de batalha, por
simplesmente não serem de nós, sempre serão presas não importando o
quanto se achem importantes, ou se invistam de cargos ou insígnias
que por acaso simulem sanguíneidade, ou tolices tais como Hierarquia
Banal.

Pois tudo isso é nulo diante do Sopro de Wotan, do Fogo de Lodur
ou do contato com Hoenir.

Mas notemos que em momento algum isso invalida a idéia dos Deuses
e dos Humanos, e do vínculo com diversos Deuses e Deusas, de acordo
com cada Pessoa.

Simplesmente se a pessoa é dos que "...São de Nós...", ela terá
uma Fylgja, terá um vínculo Único com uma Força, e entrará em êxtase
Seid ou Berseker (primeiro caso feminino, e segundo caso masculino),
mas sua Individualidade a torna Una a Uma Peculiaridade Poderosa, e
disto advirá a diferença de culto entre uma pessoa e outra pessoa.

Há os que primam pela poesia e inspiração mais do que tudo, os
Skhalds, e o Êxtase do Mead somente fluirá para o que pode usar do
Bersekargar, em que o mesmo pode ser dito a cerca do Seid para uma
Seidkhona (Freija é citada muitas vezes, como aquela que criou
Kvasir).

Mas devemos nos ater ao fato de que lidamos com Deuses e Deusas
da morte, senhores do tempo, pois o tempo não existe, quando dizemos
que algo morre para algo renascer em seguida, queremos dizer na
verdade que o tempo passou. Mas o tempo é extático e imutável, e a
nossa contagem de tempo na verdade lida com o desgaste, com a morte,
com a entropia de alguma coisa, alguém ou algo. Quando algo muda e
nasce, simplesmente estes são os estágios de morte ou entropia de
algo muito maior, como a eferverscência de uma reação biológica, que
muda em estágios até que o composto original tenha morrido, em que o
produto final normalmente virá a ser com o tempo, algo morto (todo
vinho tenderá a se tornar vinagre, mas cedo ou mais tarde, não
importa o quão bem produzito tenha ele sido).

Assim sendo sobre a face da terra, as vidas indo e vindo e as
sociedades indo e vindo no decorrer do tempo, são na verdade os
estágios efervescentes da Entropia do Planeta, e os estágios
mutáveis do sol e dos planetas a sua volta, em um ciclo de Bilhés de
Anos, são a contagem do Processo Entrópico do Sistema Solar.

Somente o que é Imperecível pode transceder o Tempo, e então
Devorar o Devorador.

É com isso precisamente que lida o Shamanismo Nórdico, ir além de
todo o limite pré-estabelecido e dominar, prevalescendo sobre os
fracos que são devorados pelo tempo.

Uma prova disto é que o monoteísmo tentou com todas as suas
forças extinguir o Odinismo e outras formas de Paganismo, e estas
voltaram depois, e diferentemente do monoteísta mediano, os Pagãos
normalmente são muito mais bem preparados e estudados do que estes,
mesmo que isso não seja suficiente para que alguém se diga um
Berseker. Mas o culto a Wotan era um culto de poucos no passado,
pelas características assima mencionadas, e no presente momento ele
tem atraído enorme quantidade de pessoas para sí, em número que
supera a quantidade de pessoas realmente devotadas a Wotan-Wodanaz-
Odin, mesmo que apenas religiosamente.

E por mais que a maioria esteja na mesma situação dos Jharls,
isso demonstra a ineficiência do Tempo sobre o Devorador do Tempo, e
o Predador tem a sua mercê a presa.



Sáb, 17 de Mayo, 2008 10:05 am

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