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A Qualidade em Poesia
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VIAGEM TURÍSTICA ATRAVÉS
DA POESIA - III
Uma vez por semana vamos viajar através da poesia e conhecer vários lugares bonitos e interessantes! Poesias que descrevem a beleza e a magia de vários Estados do Brasil e de alguns países.
Envie poesias e poemas de sua autoria sobre um lugar e poderá participar desta seção semanalmente. webmeire@... Participe!
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Senhores passageiros, apertem o cinto e permitam ser conduzidos pelas palavras poéticas que os guiará a lugares surpreendentes!
ROTEIRO:
Vamos sobrevoar o Brasil e pousaremos no Estado do Rio de Janeiro:
BRASIL
Rivkah Cohen
http://www.rivkah_cohen.kit.net
Quando muitos povos para aqui vieram,
foram guiados pela esperança no coração
e na mente um sonho.
Encontraram um País lindo,
com uma língua sonora
e um povo alegre e hospitaleiro.
Com tantas mudanças acontecendo...
só se espera que seja para melhor!
Que não mudem suas Cores,
seu Hino e sua Bandeira!
Que sua língua continue sendo: Amor,
Que suas cores continuem sendo: Vida
E sua bandeira continue sendo: Esperança.
MEU CORDOVIL
Aecio Kauffmann Colombo da Silva
Obs.: Poesia inspirada em "CORDOVIL", bairro onde o autor nasceu (Rio de Janeiro). CORDOVIL é um bairro da zona do norte do Rio de Janeiro que se situa na chamada Zona da Leopoldina (servida, naquele tempo, pela Estrada de Ferro Leopoldina Railways). Na seqüência das "paradas" ou Estações (Mangueira,Triagem, Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Olaria Penha, Penha Circular, Braz de Pina, CORDOVIL, Parada de Lucas.Vigário Geral e finalmente Duque de Caxias.
Meu Cordovil, recordo com saudades
a ingênua aspiração, o sonho doce...
Meus sete anos, por sobre a cidade,
lá na colina...no reino do fosse.
E fosse eu rei...e, aqui nesta capela,
o meu castelo, dominando a penha,
eu mandaria construir. E aquela,
que a rádio enfeia.. que abaixo venha.
Depois... Eu, Rei, diria ao mar... Caminha.
E traz contigo um pedaço de praia,
pois quero ouvir a suave ladainha
das ondas mansas, quebrando na areia.
Depois... ao vento: Leva em tuas asas
o meu desejo e traz, a tua volta
a Paquetá inteira.....té as casas...
e, no meu mar, bem de mansinho, solta.
Quero, também, um trem bem igualzinho
àquele grande, que a mãe sempre espia-
co'o mesno apito, carros e sininho-
e que nos traz o pai ao fim do dia.
E assim, no Reino do Fosse, querendo
alheio à vida... sonhando acordado,
passou a infância... E desde que eu me entendo
por gente é lá que eu me tenho encontrado,
nas horas mortas.., longe.., embevecido;
como a buscar a última esperança;
o último alento e o ânimo perdido
na ilusão de ser ainda criança.
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