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BOM DIA MEUS AMORES>PAULO NUNES JUNIOR >ARTBYNEIA

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  • PAULO NUNES JR
    Cadeias da alma Você se considera uma pessoa livre? Mas, afinal de contas, o que é ter liberdade? Se pensamos que somos livres só pelo fato de não estar
    Mensaje 1 de 28 , 1 may 2009
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      Cadeias da alma

       

       

       

       

      Você se considera uma pessoa livre?

       

      Mas, afinal de contas, o que é ter liberdade?

       

      Se pensamos que somos livres só pelo fato de não estar atrás das grades, podemos até nos dizer livres.

       

      Mas, será que realmente somos?

       

      Se você diz ter liberdade plena, mas se irrita quando os outros querem; se veste conforme os modistas determinam; sente ódio quando as circunstâncias pedem; usa a marca que a sociedade estabelece como sendo a melhor, e se submete a outras tantas cadeias psicológicas, você pode até dizer-se livre, mas é um encarcerado da alma.

       

      O homem verdadeiramente livre é senhor de si, dos seus atos, da sua vontade.

       

      Quem é livre não se submete aos vícios, nem às convenções sociais descabidas, nem cai em armadilhas preparadas para os descuidados.

       

      A verdadeira liberdade é a liberdade da alma.

       

      Gandhi, o homem que soube lutar pela paz, apesar de ficar detido atras das grades muitas vezes, era um homem livre, pois ninguém conseguia aprisionar-lhe a alma.

       

      Paulo o apóstolo, mesmo jogado numa cela fétida e úmida, manteve-se sereno e senhor da sua liberdade moral.

       

      Os homens podiam impedir que ele andasse livremente, mas jamais conseguiram deter sua liberdade de pensar e sentir.

       

      Quando um homem é livre, não se importa com o que pensam dele nem com o que falam a seu respeito, mas sim do que fala sua própria consciência.

       

      Os pais e mães modernos, nem sempre estão dispostos a educar os filhos para que sejam livres pois estabelecem, desde a infância, uma série de situações que tendem a fazer com que pensem pela cabeça dos outros.

       

      Não os deixam ter as experiências de que necessitam para ser livres e por isso os fazem seus dependentes.

       

      Dependem da mãe para escolher a roupa e o calçado que irão usar, para arrumar sua cama, para pôr ordem seus brinquedos e, às vezes, até para fazer as lições da escola.

       

      Sim, há pais que fazem pelos filhos as tarefas que os professores lhes solicitam.

       

      Pensando em ajudar, negam ao filho a oportunidade de se fazer verdadeiramente livre.

       

      Outros pais fazem dos filhos cópias perfeitas dos seus ídolos da tv. Compram roupas, bolsas, calçados e outros adereços de personagens que a mídia produz, como se fossem modelos saudáveis a serem seguidos.

       

      Não se dão conta, esses pais, que estão criando um condicionamento negativo, impedindo que as crianças desenvolvam o senso crítico.

       

      Importante que pensemos com seriedade a esse respeito, buscando a nossa liberdade moral e ajudando os filhos a conquistar sua própria libertação.

       

      Libertação física pela limitação dos apetites, não se deixando governar pelos instintos.

       

      Libertação intelectual pela conquista da verdade, mantendo a mente sempre aberta.

       

      E libertação moral pela procura da virtude.

       

      Somente quando soubermos governar a nós mesmos com sabedoria é que poderemos nos dizer verdadeiramente livres.

       

      ***

       

      O limite da liberdade encontra-se inscrito na consciência de cada pessoa, que gera para si mesma o cárcere de sombra e dor, ou as asas de luz para a perene harmonia

       

       

       

       

       

      Autor:

      Redação do Momento Espírita

       

      Tenham dias repletos de paz

       

      Beijos em vossos corações

    • PAULO NUNES JR
      Mães e filhos Pela Internet recebi outro dia uma carta assim: Sempre soube que ela era importante para mim. Só não sabia o quanto ela era realmente valiosa
      Mensaje 2 de 28 , 3 may 2009
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        Mães e filhos

         

         

         

        Pela Internet recebi outro dia uma carta assim:

         

        "Sempre soube que ela era importante para mim.

         

        Só não sabia o quanto ela era realmente valiosa e especial.

         

        Sempre imaginei que se um dia ela me faltasse, eu sentiria sua falta.

         

        Mas nunca calculei o que sua falta verdadeiramente representaria para mim.

         

        Sempre me disseram que amor de mãe é algo diferente, sublime, quase divino.

         

        Sempre me disseram tantas coisas a respeito desse relacionamento: mães e filhos.

         

        Tanto disseram, mas foi pouco o que eu ouvi e entendi sobre isso.

         

        Banalizei.

         

        Não acreditei.

         

        Até o dia em que ela se foi.

         

        Era uma tarde de final de primavera.

         

        O vento brando soprava e em minha casa não havia a mais leve suspeita da dor que se avizinhava.

         

        De repente, a notícia.

         

        Mas não poderia ser verdade.

         

        Não, Deus não permitiria que as mães morressem.

         

        Não assim.

         

        Não a minha.

         

        Engano meu.

         

        Era verdade.

         

        A verdade mais cruel e mais dura que meu coração precisou encarar, enfrentar, suportar.

         

        Ela partiu sem me dizer adeus, sem me dar mais um abraço, mais um beijo, sem me pegar no colo pela última vez, sem me dizer como fazer para prosseguir só, dali para frente ...

         

        Simplesmente partiu.

         

        E uma ferida no meu peito se abriu.

         

        Ferida que não cicatriza, que não sara, que não passa.

         

        É a falta que ela me faz.

         

        É minha tristeza por querer seu aconchego mais uma vez, seu consolo, sua orientação segura.

         

        Querer seu cafuné antes do meu adormecer, sua voz antes do meu despertar.

         

        Sua presença silenciosa em meus momentos de angústia, sua mão amiga a me amparar e confortar.

         

        Querer outra vez ouvir seu sussurro baixinho me dizendo que tudo vai dar certo e que tudo vai acabar bem.

         

        É uma saudade que aperta meu coração e me faz derramar lágrimas às escondidas.

         

        É uma dor de arrependimento por todas as mal-criações que fiz, pelas palavras atravessadas e rudes que lhe disse.

         

        Arrependimento porque agora sei que mãe é mesmo alguém muito especial e porque me dou conta de que os filhos só percebem isso muito tarde.

         

        Tarde demais, como eu."

         

        A morte é um afastamento temporário entre os seres que habitam planos diversos da vida.

         

        Embora saibamos disso é compreensível a dor que atinge aqueles que se vêem afastados de seus amores pela ocorrência da morte.

         

        Muitas vezes essa angústia decorre do arrependimento pelas condutas equivocadas que os feriram, ou que não demonstrar o verdadeiro afeto que sentíamos por aqueles que partiram.

         

        Às vezes são as mães que partem, outras são os filhos, ou os pais, os amigos ...

         

        E tantas coisas deixam de ser ditas, de ser feitas, de ser vividas ...

         

        Pense nisso!

         

        A vida é marcada por acontecimentos inesperados que a transformam, muitas vezes, de modo irreversível.

         

        Cuide de seus amores porque, embora eles sejam para sempre, poderão não estar sempre ao seu lado.

         

         

         

         

         

        Autor:

        Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em carta de autoria desconhecida.

         

        Tenham dias repletos de paz

         

        Beijos em vossos corações

         

         
         
         
         
         
         
      • PAULO NUNES JR
        Advinha quanto eu te amo Era hora de ir para a cama, e o coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do coelho pai. Depois de ter certeza de que o papai
        Mensaje 3 de 28 , 1 jun 2009
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          Advinha quanto eu te amo

           

           

           

          Era hora de ir para a cama, e o coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do coelho pai.

           

          Depois de ter certeza de que o papai coelho estava ouvindo, o coelhinho disse: "adivinha o quanto eu te amo!".

           

          "Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar" - respondeu o coelho pai.

           

          "Tudo isto" - disse o coelhinho, esticando os braços o mais que podia.

           

          Só que o coelho pai tinha os braços mais compridos, e disse: "e eu te amo tudo isto!"

           

          "Hum,isso é um bocado" pensou o coelhinho.

           

          "Eu te amo toda a minha a altura" - disse o coelhinho.

           

          "E eu te amo toda a minha altura" - disse o coelho pai.

           

          "Puxa,isso é bem alto, pensou o coelhinho. Eu queria ter braços compridos assim".

           

          Então o coelhinho teve uma boa idéia. Ele se virou de ponta-cabeça apoiando as patinhas na árvore, e gritou: "eu te amo até as pontas dos dedos dos meus pés, papai!"

           

          "E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés" - disse o coelho pai balançando o filho no ar.

           

          "Eu te amo toda a altura do meu pulo!", riu o coelhinho saltando de um lado para outro.

           

          "E eu te amo toda a altura do meu pulo" - riu também o coelho pai, e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos da árvore.

           

          "Isso é que é saltar; pensou o coelhinho. Bem que eu gostaria de pular assim."

           

          "Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio" - gritou o coelhinho.

           

          "Eu te amo até depois do rio, até as colinas." - disse o coelho pai.

           

          "É uma bela distância pensou o coelhinho." Mas, àquela altura já estava sonolento demais para continuar pensando.

           

          Então, ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite e concluiu: nada podia ser maior que o céu.

           

          "Eu te amo até a Lua!" - disse ele, e fechou os olhos.

           

          "Puxa, isso é longe" - falou o papai coelho - "longe mesmo!"

           

          O coelho pai deitou o coelhinho na sua caminha de folhas, inclinou-se e lhe deu um beijo de boa-noite.

           

          Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo: "eu te amo até a Lua... ida e volta!"

           

          E você, já disputou alguma vez com seu filho quem gosta mais um do outro?

           

          Geralmente as disputas são em torno de questões como quem joga futebol melhor, quem corre mais, quem vence mais etapas no vídeo game, quem coleciona mais troféus, etc.

           

          A vida atarefada, o corre-corre, os inúmeros compromissos, por vezes nos afastam das coisas simples como sentar na cama ao lado do filho e lhe contar uma história, enquanto o sono não vem.

           

          Acariciar-lhe os cabelos, segurar suas mãozinhas pequenas, fazer-lhe companhia para que se sinta seguro.

           

          Deitar-se, sem pressa, ao seu lado quando ele vai para a cama, falar-lhe das coisas boas, ouvir com ele uma melodia suave para espantar os medos que tantas vezes ele não confessa.

           

          Falar-lhe do afeto que sentimos por ele, do quanto ele é importante em nossa vida. Dizer-lhe que um anjo bom vela seu sono e que Deus cuida de todos nós.

           

          E se você pensa que isso não é importante, talvez tenha esquecido das muitas vezes que arranjou uma boa desculpa para se aconchegar ao lado do pai ou da mãe, nas noites de temporal...

           

          ***

           

          Se, às vezes, é difícil se aproximar de um filho rebelde, considere que a sua rebeldia pode ser, simplesmente, um apelo desajeitado de alguém que precisa apenas de um colo seguro e um abraço de ternura.

           

           

           

           

           

          Autor:

          Redação do Momento Espírita, baseado no livro "Adivinha quanto eu te amo" de Sam Mcbratney, ed. Martins Fontes .

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
           
           
           
           
           
        • PAULO NUNES JR
          A parte que nos cabe Certa vez ouvimos uma fábula que nos fez refletir acerca dos ensinamentos que continha. Tratava-se de um incêndio devastador que se
          Mensaje 4 de 28 , 30 jun 2009
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          A parte que nos cabe

           

           

           

          Certa vez ouvimos uma fábula que nos fez refletir acerca dos ensinamentos que continha.

           

          Tratava-se de um incêndio devastador que se abatera sobre a floresta.

           

          Enquanto as labaredas transformavam tudo em cinzas, os animais corriam na tentativa de salvar a própria pele.

           

          Dentre os muitos animais, havia uma pequena andorinha que resolveu fazer algo para conter o fogo.

           

          Sobrevoou o local e descobriu, não muito longe, um grande lago. Sem demora, começou a empreitada para salvar a floresta.

           

          Agindo rápido, voou até o lago, mergulhou as penas na água e sobrevoou a floresta em chamas, sacudindo-se para que as gotas caíssem, repetindo o gesto inúmeras vezes.

           

          Embora não tivesse tempo para conversa fiada, percebeu que uma hiena a olhava e debochava da sua atitude.

           

          Deteve-se um instante para descansar as asas, quando a hiena se aproximou e falou com cinismo:

           

          Você é muito tola mesmo, pequena ave! Acha que vai deter o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas? Isso não produzirá efeito algum, a não ser o seu esgotamento.

           

          A andorinha, que realmente desejava fazer algo positivo, respondeu: Eu sei que não conseguirei apagar o fogo sozinha, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance.

           

          E, se cada um de nós, moradores da floresta, fizesse uma pequena parte, em breve conseguiríamos apagar as labaredas que a consomem.

           

          A hiena, no entanto, fingiu que não entendeu, afastou-se do fogo que já estava bem próximo, e continuou rindo da andorinha.

           

          Assim acontece com muitos de nós, quando se trata de modificar algo que nos parece de enormes proporções.

           

          Às vezes, imitando a hiena, costumamos criticar aqueles que, como a andorinha, estão fazendo sua parte, ainda que pequena.

           

          É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados.

           

          De certa forma, é cômodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução.

           

          No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral.

           

          Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior.

           

          Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens organizados, honestos e justos.

           

          Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade.

           

          Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos às hienas que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve tempo teremos uma sociedade melhorada e mais feliz.

           

          * * *

           

          Em que sentido se devem entender estas palavras do Cristo: Meu reino não é deste mundo?

           

          Poderá jamais implantar-se na Terra o reinado do bem?

           

          Se você deseja saber as respostas destas duas perguntas, leia O livro dos espíritos, de Allan Kardec.

           

          O Espírito São Luís responde a estas e a outras tantas perguntas propostas pelo Codificador.

           

           

           

           

           

           

          Autor:

          Redação do Momento Espírita.

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
        • PAULO NUNES JR
          Pobre de espírito Em certa passagem do Evangelho, Jesus afirma: Bem-aventurados os pobres de espírito, pois deles é o reino dos céus . Esta afirmativa
          Mensaje 5 de 28 , 4 ago 2009
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          Pobre de espírito

           

           

           

          Em certa passagem do Evangelho, Jesus afirma:

           

          "Bem-aventurados os pobres de espírito, pois deles é o reino dos céus".

           

          Esta afirmativa evangélica costuma ser mal compreendida.

           

          Imagina-se que pobre de espírito é o simplório ou ignorante.

           

          Assim, o melhor modo de garantir o céu seria permanecer na ignorância.

           

          O desenvolvimento intelectual poderia trazer prejuízo para a redenção espiritual.

           

          O candidato à felicidade futura faria bem em continuar tosco e iletrado.

           

          Contudo, essa linha de raciocínio conflita com o conjunto dos ensinamentos do Cristo.

           

          Muitas outras passagens elucidam a importância de colaborar na construção de um mundo melhor.

           

          Quanto mais recursos um homem movimenta, mais apto ele se encontra para influenciar positivamente a sociedade.

           

          O cristão deve ser o sal da Terra e a luz do Mundo.

           

          Isso é impossível em estado de ignorância!

           

          Para iluminar é necessário não estar nas trevas da falta de conhecimento.

           

          A parábola dos talentos também evidencia a importância de utilizar e multiplicar os próprios tesouros na obra do Senhor.

           

          Evidentemente, tais talentos não se cingem a recursos amoedados.

           

          A inteligência, a palavra bem-posta e a educação são meios preciosos para influenciar positivamente a vida dos semelhantes.

           

          Nenhum talento deve ser desperdiçado, pois todos representam bênçãos Divinas em favor da Humanidade.

           

          O homem inteligente tem a missão de esclarecer e conduzir os irmãos de caminhada por veredas de paz e bem-estar.

           

          Não é viável que um cego conduza o outro.

           

          Conseqüentemente, a ignorância não constitui um estado ideal e meritório.

           

          Toda ignorância deve ser esclarecida.

           

          Toda inteligência precisa ser cultivada.

           

          Desse modo, o termo "pobre de espírito" não se refere a alguém tosco ou iletrado.

           

          No contexto dos ensinamentos evangélicos, "pobre de espírito" possui o sentido de pessoa humilde.

           

          A humildade é apontada como condição para acesso às coisas superiores.

           

          Essa conclusão encontra respaldo em outra passagem evangélica.

           

          Nela, o Cristo afirma que certos mistérios são ocultos aos doutos, mas revelados aos simples.

           

          Por vezes o saber mundano gera em seus possuidores uma idéia errônea de superioridade.

           

          Encantados com seus recursos, imaginam que nada se lhes possa estar acima.

           

          Vaidosamente, negam a existência da Divindade, que tudo lhes propicia.

           

          Ocorre que o conhecimento humano é assaz limitado.

           

          O Universo é demasiado amplo e magnífico para ser totalmente explicado pelo pouco que a Humanidade já logrou apreender.

           

          Há preciosas lições a serem aprendidas, mas elas exigem humildade.

           

          É preciso não se deslumbrar com as próprias conquistas intelectuais.

           

          Agradecer por elas à fonte maior, mas lembrar que o Universo é infinito.

           

          Jamais alimentar qualquer ilusão de superioridade.

           

          Tenha sempre em mente que você pode estar errado.

           

          E que os outros sempre podem lhe ensinar algo.

           

          Essa postura lhe permitirá permanecer modesto, à medida que evolui e aprende.

           

          A humildade lhe possibilitará agir com compaixão, pois o fará perceber o próximo como um igual.

           

          Assim, você não apenas terá conhecimentos, mas será um genuíno sábio.

           

          Inteligente e bondoso, será um fator de luz e paz na vida dos semelhantes.

           

          Percebendo-se útil, você se sentirá em harmonia com o Universo, pois estará realizando a sua missão na Terra.

           

          A paz daí advinda será o começo do céu na sua vida.

           

          Pense nisso.

           

           

           

           

           

          Autor:

          Redação do Momento Espírita.

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
        • PAULO NUNES JR
          Homenagem a um pai ausente Recebemos de um ouvinte uma homenagem que ele mesmo, carinhosamente, escreveu a seu pai, que hoje habita o outro lado da vida: o
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          Homenagem a um pai ausente

           

           

           

          Recebemos de um ouvinte uma homenagem que ele mesmo, carinhosamente, escreveu a seu pai, que hoje habita o outro lado da vida: o mundo espiritual.

           

          Seu pai era mestre de obras. E a mensagem intitula-se: Ao mestre de obras da vida.

           

          Nós, do Momento Espírita, fizemos da mensagem de um filho agradecido, a nossa homenagem a todos os pais da Terra, ausentes ou não.

           

          Diz mais ou menos assim:

           

          ... Então nasci.

           

          Fui alegria para você. Você viu em mim a continuidade do seu nome.

           

          Você sempre zelou pela minha segurança, buscando pessoas e lugares que pudessem ajudá-lo a me fazer viver...

           

          Eu era seu filho e passei a ser a razão do seu viver. Do seu jeito, você me amou e me deu vida.

           

          Mas não é de mim que quero falar. É de você.

           

          Hoje a homenagem é para você. Estou aqui lembrando de nossos parentes que o admiravam tanto, das pessoas que não o conheceram, meus amigos do serviço, alguns vizinhos, outros conhecidos, todos desejam que você faça uma boa viagem e que nos espere um dia, pois você tomou o ônibus da frente, o próximo talvez seja o nosso...

           

          Você nunca demonstrou, mas se angustiava quando precisava ir trabalhar, viajar, e queria estar comigo para me dar segurança.

           

          Quando estava longe pensava com carinho em mim. Ah ! Lembra-se de quando apanhei de você por fazer algo errado? Ui! Como doeu... Chorei naquela época, mas nunca o fiz chorar de vergonha ou tristeza pelas minhas atitudes, pois aprendi com você a ser gente.

           

          Você não falou "eu te amo", mas tudo, tudo o que você fez para mim provou que você me amava.

           

          Estou lembrando das muitas vezes que sentamos juntos para tomar chimarrão. Tinha que ser no horário que você queria: às nove da manhã e às três da tarde.

           

          Mas como era bom!... Quantas coisas você me contou! Quantas risadas demos juntos...

           

          Também resmungamos juntos dos políticos que estão arruinando o país... Dos salários. Da injusta aposentadoria dos idosos, entre os quais você...

           

          Lembro-me das broncas que levei quando fazia algo errado... Dos causos que você me contava... Dos conselhos que recebi de você... Dos incentivos para as boas ideias...

           

          Às vezes eu não gostava dos seus conselhos mas fazia porque sabia que, de alguma maneira, você estava certo.

           

          Sabe, depois que mamãe se foi, ficamos só nós dois por 9 anos e 5 meses. E como valeu.

           

          Aprendi a confiar em seus conselhos, a respeitar sua autoridade de experiência de vida, a buscar sua opinião antes de fazer algo. E sempre que não o escutei, eu errei.

           

          Mas o que eu mais gostei, foi a liberdade que tive com você. Com a liberdade que você me deu, aprendi a ter responsabilidade. Você me ensinou a viver e a me cuidar no mundo. A assumir minhas atitudes. A errar menos para sofrer menos, e nunca prejudicar alguém.

           

          Aprendi que não se deve viver por viver, mas ajudar as pessoas e fazer um mundo melhor, começando por nós.

           

          Também eu o escutei muitas vezes... Suas histórias de tristezas, desenganos, fatos e pessoas que o fizeram feliz, e outras que o fizeram sofrer...

           

          Lembro-me de como você fazia seu serviço... Os problemas que passou na vida... Você me contou sua vida. E com sua vida aprendi que existem pessoas e fatos que nem sempre nos fazem felizes, mas que precisam ser rapidamente superados porque devemos seguir em frente.

           

          Aliás, seguir em frente foi a coisa mais importante que aprendi com você, porque nunca o vi reclamando de alguma situação, mas, sim, tomando atitudes para modificar e melhorar.

           

          Você sempre me dizia: "Se não der certo aqui, tente ali, mas nunca desista."

           

          E hoje, pensando em você, quero celebrar a vida. Vida que você teve. Vida que você me deu. Vida que vivemos juntos.

           

          Sabe, pai, fiquei muito triste com a sua viagem. Fiquei me perguntando:

           

          "Com quem vou tomar chimarrão? Para quem vou ler as notícias do jornal, no domingo? E os seus palpites do jogo da esportiva, quem vai fazer? Com quem irei conversar? Para quem vou pedir conselhos? Com quem vou desabafar? E os seus causos, quem vai contar?"

           

          Não vou mais fazer sua barba... Não vamos mais ao restaurante comer aquela carne dura que você não gostava...

           

          Não vou ver mais a sua horta de pepinos, repolho, nem plantar girassóis... As flores que você tanto gostava...

           

          Ao chegar em casa não vou vê-lo sentado na sala ouvindo as notícias pelo rádio ou vendo televisão... Não vou mais receber a sua aposentadoria, contar novidades para você, fazer as compras que me pedia... O pão, o leite, a margarina...

           

          Agora a casa está vazia, sem vida, sem a sua vida ...

           

          Mas, até imagino você escutando isto... Talvez tenha vontade de chamar minha atenção, pois iria dizer: "Por que está falando bobagens... Meu tempo já passou... O que você está fazendo do seu tempo?"

           

          Talvez me perguntasse se já pintei a casa... Se já aluguei o ponto comercial... Se já cortei a grama...

           

          Você já fez sua caminhada...

           

          Então, neste momento, em respeito a sua memória, eu afasto a tristeza e qualquer sentimento negativo.

           

          Passo a sentir saudades de você, porque a falta continua...

           

          Agora é a minha hora...

           

          Não sei dizer ao certo se eu vim para lhe fazer feliz ou se fui feliz por ter vindo ao mundo através de você.

           

          E até creio que foi bom para você ter a mim como filho. Mas com toda certeza deste mundo, foi muito melhor ter tido você como pai...

           

           

           

           

           

          Autor:

          Redação do Momento Espírita, a partir de texto em homenagem a Félix Bieniacheski, desencarnado, de autoria de Francisco Bieniacheski.

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
           
           
           
           
           
           
        • PAULO NUNES JR
          Sem tempo ruim Os que despertamos todos os dias, a cada dia, com os mesmos problemas, costumamos desanimar. Dizemo-nos cansados porque a noite, que estabeleceu
          Mensaje 7 de 28 , 15 ago 2009
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          Sem tempo ruim

           

           

           

          Os que despertamos todos os dias, a cada dia, com os mesmos problemas, costumamos desanimar.

           

          Dizemo-nos cansados porque a noite, que estabeleceu o intervalo entre o ontem e o hoje, não apagou as dificuldades que ressurgem, com o dia novo.

           

          Angustiamo-nos porque a rotina nos sufoca, os problemas se acumulam, as soluções parecem não chegar nunca.

           

          E nos arrastamos por mais 24 horas.

           

          No entanto, ao ouvirmos relatos de pessoas que sofreram grandes impactos em suas vidas, o que notamos é sua força de vontade vigorosa, a certeza de lutar e vencer.

           

          Uma dessas pessoas é a americana Lauren Manning.

           

          No dia 11 de setembro de 2001, ao entrar no edifício da Torre Norte do World Trade Center, em Nova Iorque , uma bola de fogo desceu pelo poço do elevador e a derrubou.

           

          82% do seu corpo sofreu queimaduras.

           

          As mãos ficaram de tal modo queimadas que nelas só existe tecido cicatrizado e osso.

           

          Seu filho tinha, na ocasião, somente 10 meses de vida.

           

          E, enquanto ele deixou o carrinho para engatinhar, passou a andar, aprendeu a usar o patinete e a bicicleta, ela teve de aprender a se sentar, ficar de pé, andar, usar o copo, o garfo e a faca.

           

          Depois de mais de 25 cirurgias realizadas para enxerto de pele, correção de cicatrizes nas costas, no rosto e nas mãos, Lauren mantém o otimismo.

           

          Os progressos físicos foram conseguidos a duras penas. Graças a uma luva especialmente ajustada, Lauren até consegue segurar uma raquete de tênis. Embora não possa sacar.

           

          Ela ainda visita terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, que a ajudam a alongar as mãos delicadas, terrivelmente queimadas pelo metal quente das portas do saguão.

           

          Com todo esse drama, Lauren diz: Eu não tenho dias ruins.

           

          Ela e o marido aproveitam o que tem: um ao outro e ao filho Tyler que, somente aos 4 anos de idade, soube o que aconteceu com sua mãe naquele dia terrível.

           

          Isso porque viu os pais na TV e, então, lamentou:

           

          Não queria que você tivesse se machucado.

           

          Em verdade, se não tivesse se atrasado, naquele dia, ela estaria no 106º andar, na hora em que o avião se chocou contra a torre. E teria morrido.

           

          O atraso lhe salvou a vida.

           

          Lauren brinca com o filho, sorri ao contar como faz teatrinho com ele, dramatizando histórias e confidencia que adoraria ter mais filhos.

           

          A esperança está viva nela que conclui: A vida não poderia ser melhor.

           

          * * *

           

          Sejamos mais otimistas, batalhadores.

           

          Miremo-nos em exemplos como o de Lauren, que existem às centenas.

           

          Agradeçamos a Deus pela vida, pelas nossas dores, pelas nossas vitórias.

           

          Não temamos o fracasso e não alimentemos tragédias.

           

          Vivamos cada dia, com sol, chuva ou tempestade porque, afinal, a madrugada de bonanças surge sempre, concedendo-nos breve trégua, a fim de que nos reabasteçamos de luz e prossigamos.

           

          Pensemos nisso!

           

           

           

           

           

          Autor:

          Redação do Momento Espírita com base no artigo Sobrevivi, por Gail Cameron Wescott, publicado na revista Seleções Readers Digest, de setembro.2006.

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
           
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          O sábio e o pássaro Conta-se que certa vez, um homem muito maldoso resolveu pregar uma peça em um mestre, famoso por sua sabedoria. Preparou uma armadilha
          Mensaje 8 de 28 , 30 ago 2009
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          O sábio e o pássaro

           

           

           

          Conta-se que certa vez, um homem muito maldoso resolveu pregar uma peça em um mestre, famoso por sua sabedoria.

           

          Preparou uma armadilha infalível, como somente os maus podem conceber.

           

          Tomou de um pássaro e o segurou nas mãos, imaginando que iria até o idoso e experiente mestre, formulando-lhe a seguinte pergunta: "mestre, o passarinho que trago nas mãos está vivo ou morto?"

           

          Naturalmente, se o mestre respondesse que estava vivo, ele o esmagaria em sua mão, mostrando o pequeno cadáver. Se a resposta fosse que o pássaro estava morto, ele abriria as mãos, libertando-o e permitindo que voasse, ganhando as alturas.

           

          Qualquer que fosse a resposta, ele incorreria em erro aos olhos de todos que assistissem a cena.

           

          Assim pensou. Assim fez.

           

          Quando vários discípulos se encontravam ao redor do venerando senhor, ele se aproximou e formulou a pergunta fatal.

           

          O sábio olhou profundamente o homem em seus olhos. Parecia desejar examinar o mais escondido de sua alma, depois respondeu, calmo e seguro: "o destino desse pássaro, meu filho, está em suas mãos."

           

          A história pode nos sugerir vários aspectos. Podemos analisar a maldade humana, que não vacila em esmagar inocentes para alcançar os seus objetivos.

           

          Podemos meditar na excelência da sabedoria, que se sobrepõe a qualquer ardil dos desonestos. Mas podemos sobretudo falar a respeito da destinação humana, ainda tão mal compreendida.

           

          Normalmente, tudo se atribui a Deus, à Sua vontade: as doenças, a miséria, a ignorância, a desgraça...

           

          Ora, se Deus é de infinito amor e bondade, conforme nos revelou Jesus, como conceber que Ele seja o promotor do infortúnio?

           

          A vida nos é dada por Deus mas a qualidade de vida é fruto das ações humanas.

           

          Se o mal impera, é porque os bons se omitem, de forma tímida, permitindo o avanço acintoso daquele.

           

          A mão que liberta o homem da desgraça é a do seu semelhante, o mais próximo que se lhe situe.

           

          Assim, o destino de nossa sociedade é o somatório de nossas ações.

           

          Filhos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança, exercitemos a vontade, moldando nossa destinação gloriosa, bem como influenciemos positivamente as vidas dos que nos cercam.

           

          Você sabia?

           

          Que é nosso dever fazer algo de bom pelo semelhante?

           

          Que para uma sociedade sadia é indispensável a solidariedade?

           

          E que solidariedade significa prestar ao semelhante todo o cuidado que gostaríamos de receber dele, caso fôssemos nós os necessitados?

           

           

           

           

           

          Autor:

          Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na revista Reformador - 03/98 - O Sábio e o Pássaro.

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
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          Uma visita de amor As três crianças chegaram ao anoitecer. Tristes, traziam nos semblantes as dores choradas por horas. De mãos dadas, adentraram o que lhes
          Mensaje 9 de 28 , 4 sep 2009
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          Uma visita de amor

           

           

           

           

          As três crianças chegaram ao anoitecer. Tristes, traziam nos semblantes as dores choradas por horas.

           

          De mãos dadas, adentraram o que lhes seria, a partir de então, o novo lar.

           

          A mãe havia partido no dia anterior, no rumo do Mundo Espiritual.

           

          O Diretor da Instituição as recebeu e tentou acarinhá-las, desejoso de compensar-lhes o aconchego perdido.

           

          Porque estivessem tomadas todas as camas, ele cedeu a sua para que as três pudessem dormir, naquela noite.

           

          Ele próprio se acomodou, de forma improvisada, no mesmo quarto.

           

          Adormeceram as crianças, abraçadas, num intuito de uma a outra darem proteção.

           

          Na madrugada, algo despertou aquele homem. Abriu os olhos e percebeu um grande clarão próximo à cama dos pequenos.

           

          Tentou erguer-se mas não conseguiu. Uma forma feminina, no meio da luz intensa, lhe disse: "Não se mexa.Fique aí. As crianças estão bem."

           

          E deteve-se especialmente, ao lado do menor dos garotos. O mais desalentado daquele trio.

           

          Durante algum tempo ali permaneceu. E o Diretor, cansado, acabou por adormecer outra vez.

           

          Quando a manhã sorriu, entrando jovial pela janela, ele despertou os meninos.

           

          Enquanto auxiliava o menorzinho a se vestir, percebeu que ele estava muito quieto. Depois, em certo momento, perguntou:

           

          "Senhor, minha mãe veio me visitar ontem à noite. O senhor viu?"

           

          O Diretor aconchegou a si o pequeno e consentiu:

           

          "Sim, meu filho. Eu vi."

           

          A morte não destrói os afetos, nem os relacionamentos.

           

          Os que abandonam o corpo prosseguem, de onde se encontram, a velar pelos que permanecem na Terra.

           

          Amores profundos se perpetuam e onde quer que haja um coração dorido de saudade, o ausente amado se faz presente.

           

          Ninguém está só, no Mundo, embora a pobreza dos sentidos nem sempre nos permita o registro dos amados.

           

          Contudo, quando à mente nos assoma a imagem de quem realizou a grande viagem; quando a lembrança dos amores, repentinamente, nos emociona; quando a saudade embala recordações... acredite: os amores estão próximos.

           

          São suas presenças que acionam nossos registros mentais e motivam esses quadros doces e acalentadores.

           

          Quando isso ocorrer com você, feche os olhos, sinta o perfume do amor beijar-lhe a face, e agradeça a Deus pela dádiva do reencontro.

           

          Depois, amenizada a saudade, enxugue o pranto, sorria e prossiga nas lutas, aguardando no tempo o reencontro definitivo, quando as sombras da morte igualmente o abraçarem.

           

           

           

           

           

          Autor:

          Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. A visita da mãe a um órfão, do livro O estranho e o extraordinário, de Charles Berlitz, ed.Best Seller.

           

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
           
           
           
        • PAULO NUNES JR
          Desigualdade das riquezas A desigualdade das riquezas é um dos problemas que preocupa muita gente. E, inutilmente se procurará resolvê-lo levando em conta
          Mensaje 10 de 28 , 6 sep 2009
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          Desigualdade das riquezas

           

           

           

          A desigualdade das riquezas é um dos problemas que preocupa muita gente. E, inutilmente se procurará resolvê-lo levando em conta apenas a vida atual.

           

          A seguinte questão foi proposta aos Espíritos superiores: "Por que não são igualmente ricos todos os homens?"

           

          Estes responderam: "não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar.

           

          "É, aliás, ponto matematicamente demostrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente.

           

          Por outra, se efetuada essa partilha, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões.

           

          Supondo ainda que seja possível e durável essa divisão, cada um teria somente com o que viver e o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da humanidade.

           

          Outro inconveniente, seria o fim do incentivo que impele os homens às descobertas e aos empreendimentos úteis.

           

          Se Deus concentra a riqueza em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.

           

          Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos.

           

          Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade divina. Dando-lhe o livre-arbítrio, quer Deus que o homem chegue, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e opte pelo bem, de livre vontade e por seus esforços.

           

          O homem não deve ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal. Se assim fosse, não seria mais que instrumento passivo e irresponsável como os animais.

           

          A riqueza é um meio pelo qual Deus nos experimenta moralmente.

           

          Como a riqueza também é um poderoso meio de ação para o progresso, Deus não permite que ela permaneça por longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca.

           

          Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela.

           

          Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem ninguém trabalharia, e o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez.

           

          Assim, um que não a tem hoje, já a teve ou terá noutra existência. Outro, que agora a tem, talvez não a tenha amanhã.

           

          Dessa forma, se há ricos e pobres é porque, sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno.

           

          A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação, e a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.

           

          Você sabia?

           

          Você sabia que o homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo?

           

          Não levamos nem mesmo o corpo, que é um empréstimo de Deus para nossa evolução.

           

          E você sabia que os patrimônios da alma jamais se perdem?

           

          Assim, o tesouro da inteligência, os conhecimentos e as qualidades morais seguem conosco pela eternidade.

           

           

           

           

           

          Autor:

          (Do livro: "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap. XVI Desigualdade das riquezas e a verdadeira propriedade)

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
        • PAULO NUNES JR
          Mensageira Divina Conta uma escritora ter, como hábito, ler nos jornais o chamado Correio Sentimental. Feliz no casamento, o seu não é o propósito de
          Mensaje 11 de 28 , 8 sep 2009
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          Mensageira Divina

           

           

           

           

          Conta uma escritora ter, como hábito, ler nos jornais o chamado Correio Sentimental. Feliz no casamento, o seu não é o propósito de encontrar um novo amor mas, simplesmente, ler por ficar fascinada por esses anúncios.

           

          Certo dia, um desses lhe chamou a atenção de forma muito especial. Dizia: Henrietta. Lembra de termos namorado em 1938? Nunca me esqueci de você. Por favor, me telefone.Irving.

           

          A curiosidade não a deixou em paz enquanto não tomou do telefone e ligou para Irving. A voz que atendeu era uma voz madura e, depressa, ela foi dizendo que não era Henrietta.

           

          Porque mostrasse interesse, Irving contou que, em 1938, ele conhecera Henrietta e se haviam apaixonado. A família dela, contudo, achava que ela era muito nova para casar.

           

          Por isso, logo mandaram a jovem para a Europa por alguns anos. Ela acabou casando com um outro homem que conheceu naquele continente.

           

          Irving também se casara. Estava viúvo há 3 anos e só. Pensou que se Henrietta também estivesse só, talvez pudessem reatar aquele doce amor da juventude.

           

          A escritora ficou muito comovida com a esperança que revelava aquele homem. Durante dois anos acompanhou as buscas por Henrietta, sem nenhum resultado.

           

          Então, um dia, no ano de 1993, no metrô de Nova York, enquanto lia o Correio Sentimental, foi interrompida por uma voz feminina que perguntou: Procurando um novo marido, querida?

           

          Não, respondeu. Leio por curiosidade. Nunca teve vontade de ler tais anúncios?

           

          Absolutamente, disse a senhora. Acredito que há muito sofrimento nessas páginas.

           

          A conversa evoluiu e a jornalista acabou por concordar com a desconhecida, que havia muito sofrimento naquelas páginas.

           

          Contou-lhe, na seqüência, a história de Irving e Henrietta. Ao finalizar, falou:

           

          Gostaria de dizer que Irving encontrou o seu amor. Infelizmente, isso não aconteceu. Ou ela morreu, ou mora em outra cidade ou então não lê o Correio Sentimental.

           

          A mulher falou baixinho: É a terceira opção. Acredite, eu tenho certeza.

           

          E logo em seguida: Você ainda tem o número do telefone?

           

          E aquele rosto enrugado, revelando uma beleza que já não dispunha de brilho agora, iluminou-se quando a jornalista lhe entregou o número do telefone de Irving.

           

          Henrietta fora encontrada.

           

          * * *

           

          A esperança se constitui em apoio dos fracos e dos fortes, dos pobres e dos ricos, dos poderosos e dos necessitados.

           

          A esperança é uma mensageira divina que ante o ardor do verão, quando tudo resseca, fala com suavidade do outono que se avizinha.

           

          Na doença, ela fala sobre as bênçãos da saúde, inspirando coragem.

           

          Na soledade ou no abandono, ela faculta a ligação com Deus e sempre oferece uma palavra de bom ânimo.

           

          A força da esperança é tão grande que vence o tempo. Vence também a morte porque descobre a imortalidade que fala dos afetos que, embora sem o corpo físico, vivem e continuam a amar.

           

           

           

           

           

          Autor:

          Redação do Momento Espírita com base em relato extraído do livro Pequenos milagres, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante, e no cap. 19 do livro Perfis da vida, pelo Espírito Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

           

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
           
           
           
        • PAULO NUNES JR
          O amor que fica Foi num hospital do câncer que a lição foi dada. A menina tinha 11 anos e lutava, desde os 9, contra a insidiosa doença. Nunca fraquejou.
          Mensaje 12 de 28 , 16 sep 2009
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          O amor que fica

           

           

           

          Foi num hospital do câncer que a lição foi dada. A menina tinha 11 anos e lutava, desde os 9, contra a insidiosa doença.

           

          Nunca fraquejou. Chorava, sim, mas não fraquejava. Tinha medo em seus olhos, mas entregava o braço à enfermeira e com uma lágrima, dizia:

           

          Faça, tia, é preciso! E havia confiança e determinação no gesto e na fala.

           

          Um dia, quando o médico a foi visitar no quarto do hospital, ela estava sozinha. Perguntou pela mãe. E ouviu a resposta que, diz ele, até hoje guarda, com profunda emoção:

           

          Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores.

           

          Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer.

           

          Eu não nasci para esta vida!

           

          Pensando no que a morte representa para crianças que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indagou o médico:

           

          E o que a morte representa para você, minha querida?

           

          Olha, tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama, não é?

           

          É isso mesmo, concordou ele, lembrando o que fazia com suas filhas de 2 e 6 anos.

           

          Vou explicar o que acontece, continuou ela. Quando dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto.

           

          Eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o Meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa dEle, na minha vida verdadeira.

           

          Que bela imagem! Que extraordinária lição desse Espírito encerrado num corpo tão jovem e sofrido.

           

          O médico estava boquiaberto, não sabia o que dizer, ante tanta sabedoria.

           

          Mas a menina não terminara ainda.

           

          Minha mãe vai ficar com muitas saudades minhas, emendou ela.

           

          Com um travo na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, o médico perguntou:

           

          E o que saudade significa para você, minha querida?

           

          Não sabe não, tio? Saudade é o amor que fica.

           

          * * *

           

          A menina já se foi, há longos anos. Ainda hoje, quando o médico experimentado olha o céu e vê uma linda estrela, imagina ser ela, a sua pequena paciente, na sua nova e fulgurante casa. A casa do Pai.

           

          * * *

           

          Toda vez que a morte vier com seus braços frios e levar um dos nossos amores, pensemos que é o Pai que o envolve com ternura e o está levando para Sua casa.

           

          O Pai que, com carinho, o vem buscar para estar com Ele, pois o ama muito.

           

          E pensemos que logo mais poderemos ir também, pois todos os que nos encontramos na Terra seremos levados pelo Pai ao mundo espiritual.

           

          Enquanto isso, cultivemos a doçura da saudade, em nosso coração.

           

          A saudade... O amor dos nossos amores que ficou...

           

           

           

           

           

          Autor:

          Redação do Momento Espírita, a partir de crônica que circula pela internet, atribuída ao Dr. Rogério Brandão, médico oncologista clínico de Recife, Pernambuco.

           

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações
           
           
           
           
           
           
           
           
           
        • PAULO NUNES JR
          Saudade e esperança Tudo começou num dia claro de primavera, quando a brisa fresca da manhã espalhava suave perfume de flores no ar. Voltei da maternidade
          Mensaje 13 de 28 , 21 sep 2009
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          Saudade e esperança

           

           

           

           

          Tudo começou num dia claro de primavera, quando a brisa fresca da manhã espalhava suave perfume de flores no ar. Voltei da maternidade carregando nos braços aquele pequeno tesouro com que Deus me havia presenteado.

           

          Vê-lo crescer e observar cada gracinha da sua meiguice, era a maior felicidade que uma mãe pode esperar.

           

          Os meses se somaram e se transformaram em anos...

           

          E aqueles dois olhos azuis pareciam duas pedras preciosas engastadas num rosto angelical, observando tudo com atenção e vivacidade.

           

          À medida que o tempo passava, mais se apertavam os laços do afeto... Mais se solidificava o amor...

           

          Os meses pareciam horas, embalados pelos risos e a algazarra daquele ser singular.

           

          Todavia, a vida nos reserva emoções das quais nem suspeitamos...

           

          Era uma tarde de verão e o vento morno soprava, espalhando no ar um estranho sentimento de tristeza.

           

          O pequeno se queixou de dor de cabeça e em meu coração senti profundo amargor...

           

          O médico diagnosticou câncer...

           

          Tive a sensação de que o chão havia sumido de sob os meus pés. Um aperto no coração me tomou de assalto e eu perdi os sentidos.

           

          Voltando à realidade, muni-me de coragem para enfrentar a situação daquele momento amargo.

           

          Ele estava ali, numa súplica silenciosa para que eu o ajudasse. E foi o que eu fiz, com a ajuda de Deus.

           

          Os tratamentos eram cruéis...

           

          As horas pareciam anos, arrastados pelos gemidos de dor...

           

          Aqueles dois olhos perdiam o brilho a cada segundo...

           

          E, por fim, a vida se extinguiu como uma chama que se apaga...

           

          ...Era um dia de inverno e o vento soprava sem piedade, trazendo consigo o manto escuro da morte...

           

          Naquela tarde eu depositei seu corpinho imóvel na laje fria do túmulo...

           

          De braços vazios e coração dilacerado, tive vontade de agarrar-me ao pequeno esquife para não deixá-lo sozinho, mas uma força estranha me conteve...

           

          Lembrei que muitas mães já haviam partido para o Além e roguei para que elas amparassem meu anjinho...

           

          Lembrei-me também que há muitos pequeninos órfãos deste lado da vida e fui ao encontro deles para preencher o vazio da minha alma...

           

          Achei-os relegados à própria sorte e os envolvi em meus braços... Amei-os como se meus filhos fossem...

           

          Os anos rolaram... a saudade se transformou em esperança...

           

          Esperança de reencontrar aquele anjo que Deus me emprestou para valorizar meus dias e abrir em meu coração espaço para um sentimento maior, capaz de amar em cada filho alheio, meu próprio filho.

           

          Essa é a minha mensagem de amor e esperança para todas as mães que já sentiram o amargo sabor da separação...

           

          ***

           

          A história dessa mãe anônima talvez se pareça com a de tantas outras mães, variando apenas em algumas nuanças.

           

          E é por isso que nós a narramos, com intuito de mostrar que, mesmo num momento difícil, podemos optar pela resignação ao invés da revolta, pela confiança ou invés do desespero, pelo amor, ao invés do ódio.

           

          Diante dos entes queridos mortos, recordemos Jesus, triunfante depois da morte, retornando em incomparável manifestação de imortalidade gloriosa, vencedor das sombras e das dores...

           

           

           

           

           

          Autor:

          Redação do Momento Espírita

           

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
           
        • PAULO NUNES JR
          Pernicioso sentimento Conta-se que um monge eremita viajava através das aldeias, ensinando o bem. Chegando a noite e estando nas montanhas, sentiu muito frio.
          Mensaje 14 de 28 , 30 sep 2009
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          Pernicioso sentimento

           

           

           

           

           

           

           

          Conta-se que um monge eremita viajava através das aldeias, ensinando o bem.

           

          Chegando a noite e estando nas montanhas, sentiu muito frio. Buscou um lugar para se abrigar. Um discípulo jovem ofereceu-lhe a própria caverna. Cedeu-lhe a cama pobre, onde uma pele de animal estava estendida.

           

          O monge aceitou e repousou. No dia seguinte, quando o sol estava radiante e ele deveria prosseguir a sua peregrinação, desejou agradecer ao jovem pela hospitalidade.

           

          Então, apontou o seu indicador para uma pequena pedra que estava próxima e ela se transformou em uma pepita de ouro.

           

          Sem palavras, o velho procurou fazer que o rapaz entendesse que aquela era a sua doação, um agradecimento a ele. Contudo, o rapaz se manteve triste.

           

          Então, o religioso pensou um pouco. Depois, num gesto inesperado, apontou uma enorme montanha e ela se transformou inteiramente em ouro.

           

          O mensageiro, num gesto significativo, fez o rapaz entender que ele estava lhe dando aquela montanha de ouro em gratidão.

           

          Porém, o jovem continuava triste. O velho não pôde se conter e perguntou:

           

          Meu filho, afinal, o que você quer de mim? Estou lhe dando uma montanha inteira de ouro.

           

          O rapaz apressado respondeu: Eu quero o vosso dedo.

           

          * * *

           

          A inveja é um sentimento destruidor e que nos impede de crescer.

           

          Invejamos a cultura de alguém, mas não nos dispomos a permanecer horas e horas estudando, pesquisando. Simplesmente invejamos.

           

          Invejamos a capacidade que alguns têm de falar em público com desenvoltura e graça. Contudo, não nos dispomos a exercitar a voz e a postura, na tentativa de sermos semelhantes a eles.

           

          Invejamos aqueles que produzem textos bem elaborados, que merecem destaque em publicações especializadas. No entanto, não nos dispomos ao estudo da gramática, muito menos a longas leituras que melhoram o vocabulário e ensinam construção de frases e imagens poéticas.

           

          Enfim, somos tão afoitos quanto o jovem da história que desejava o dedo do monge para dispor de todo o ouro do mundo, sem se dar conta de que era a mente que fazia as transformações.

           

          * * *

           

          Pensar é construir. Pensar é semear. Pensar é produzir.

           

          Vejamos bem o que semeamos, o que produzimos, nas construções de nossas vidas, com as nossas ondas mentais.

           

          No lugar da inveja, manifestemos a nossa vontade de lutar para crescer, com a certeza de que cada um de nós é inigualável. O que equivale a dizer que somos únicos e que ninguém poderá ser igual ao outro.

           

          Cada um tem seus tesouros íntimos a explorar, descobrir e mostrar ao mundo.

           

          Quando pensamos, projetamos o que somos. Pensemos melhor. Pensamento é vida.

           

           

           

           

           

          Autor:

          Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2 do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e história tibetana extraída do livro Elucidações espíritas, entrevista 5, de Divaldo Pereira Franco, ed. S.E. Joanna de Angelis.

           

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
        • PAULO NUNES JR
          A ausente Há várias espécies de dores capazes de atingir os corações humanos. Qual a mais intensa? Parece-nos ser aquela que estamos sentindo no momento.
          Mensaje 15 de 28 , 1 oct 2009
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          A ausente

           

           

           

           

          Há várias espécies de dores capazes de atingir os corações humanos.

           

          Qual a mais intensa?

           

          Parece-nos ser aquela que estamos sentindo no momento.

           

          Temos o costume de esquecer o passado e valorizar o sentimento presente como se nada de pior já tivesse acontecido, ou pudesse vir a acontecer.

           

          Isso é uma tendência muito natural do ser humano. Mesmo assim, existem sofrimentos que se distinguem dos outros, e assumem perante a maioria das criaturas uma condição de maior gravidade.

           

          A morte de um ser querido, por exemplo. Não há quem não se comova, sofra, sinta verdadeiramente quando um ser amado abandona o envoltório corporal e parte para outro plano da vida.

           

          Pouco importa se a desencarnação foi repentina, ou não; se foi violenta, ou serena. Não interessa se aquele que partiu já contava com avançada idade, ou se ainda era jovem.

           

          Não há como mensurar essa espécie de dor. E cada um a sente, e reage a ela, de forma diversa. Há aqueles que se entregam, blasfemam e se revoltam. Há outros que choram, mas que aceitam, envolvendo suas dores no bálsamo da prece e da fé.

           

          Há, ainda, os que buscam modos nobres e belos para render novas homenagens àqueles que já se foram.

           

          Assim parece-nos ter agido o poeta Augusto Frederico Schmidt, que toca nossos corações com os seguintes versos:

           

          "Os que se vão, vão depressa,

           

          Ontem, ainda, sorria na espreguiçadeira.

           

          Ontem dizia adeus, ainda da janela.

           

          Ontem vestia, ainda, o vestido tão leve cor-de-rosa.

           

          Os que se vão, vão depressa.

           

          Seus olhos grandes e pretos, há pouco, brilhavam.

           

          Sua voz doce e firme faz pouco ainda falava.

           

          Suas mãos morenas tinham gestos de bênçãos.

           

          No entanto hoje, na festa, ela não estava. Nem um vestígio dela, sequer.

           

          Decerto sua lembrança nem chegou, como os convidados,

           

          Alguns, quase todos, indiferentes e desconhecidos.

           

          Os que se vão, vão depressa

           

          Mais depressa que os pássaros que passam no céu,

           

          Mais depressa que o próprio tempo,

           

          Mais depressa que a bondade dos homens,

           

          Mais depressa que os trens correndo, nas noites escuras,

           

          Mais depressa que a estrela fugitiva que mal faz traço no céu.

           

          Os que se vão, vão depressa.

           

          Só no coração do poeta, que é diferente dos outros corações,

           

          Só no coração sempre ferido do poeta

           

          É que não vão depressa os que se vão.

           

          Ontem ainda sorria na espreguiçadeira,

           

          E seu coração era grande e infeliz.

           

          Hoje, na festa ela não estava, nem sua lembrança.

           

          Vão depressa, tão depressa os que se vão ..."

           

          ***

           

          Não permita que sua dor, seja ela causada pelo motivo que for, o impeça de perceber a beleza de cada momento.

           

          Não deixe que suas lágrimas, por mais sentidas e justas que sejam, turvem sua visão, impossibilitando que seus olhos vejam a vida com clareza e serenidade.

           

          Dedique aos amores que partiram pensamentos otimistas e repletos de confiança no reencontro futuro, sem desespero nem revolta.

           

          Se hoje, na sua rotina, pareceu-lhe que ninguém notou a dor que lhe invadia intensamente o peito, saiba que nada, nem mesmo nossas angústias, passam despercebidas ao pai.

           

          Confie, persista e prossiga, sempre.

           

           

           

           

           

          Autor:

          Equipe de Redação do Momento Espírita.

           

           

          Tenham dias repletos de paz

           

          Beijos em vossos corações

           
           
           
           
           
           
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